sábado, 18 de dezembro de 2010

perdido na selva

Tinha uma música que fez sucesso nos anos 80 que inspirou o título desse post, cujo trecho dizia assim: "covil de piratas pirados, perdidos na selva". Desculpe-me a franqueza, mas essa frase, hoje, cai direitinho na situação em que se encontra o (ainda) referencial jornal A Tarde. O "vovô" do jornalismo baiano, após algumas baboseiras, como o pretensioso e dispensável lançamento do jornal Massa!, está todo "azuado" após a reviravolta do Correio*, que até enquanto ACM estava vivo era um mero coadjuvante no enredo. O crescimento extraordinário do impresso da Rede Bahia mexeu com os alicerces do ex-soberano, que demonstra sintomas de enfermidade. Na edição de hoje, veja que absurdo, presente apenas em jornalecos de quinta categoria. Nas páginas A7 e A8, da editoria Salvador, há duas matérias, assinadas por repórteres diferentes, cujos conteúdos são, praticamente, os mesmos. O assunto é, exatamente, o mesmo. As fontes, as mesmas. O desenvolvimento é que, talvez, tenha algum encaminhamento um pouco distinto, mas tudo muito sutil e inadimissível que conste na mesma edição do jornal, que ainda se diz o maior do Norte e Nordeste do país. Lamentável a falta de sapiência dos mandatários do periódico em lidar com o momento de inferioridade em relação ao concorrente direto, cometendo gafes e disparando socos a esmo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

saudade da porra do porra

Ser apaixonado pelo país é uma coisa, não reconhecer seus defeitos é outra. Essa republiqueta de quinta categoria detonou mais uma bomba de hipocrisia ao "censurar" a palavra "porra" de um outdoor da cidade de Salvador, referente a uma música do cantor Tomate. A palavrinha, ou o palavrão - como querem os hipócritas de plantão - foi substituída por três pontinhos. Ora bolas, vamos deixar de canalhice. Desde quando a palavra "porra" é algo constrangedor aqui na Bahia? A gente usa para designar tudo, seja algo bom ou ruim. É cotidiano no linguajar, no expressar dos baianos. Até em conversas formais, ela já está dando suas caras... Essa censura foi mais um ato comprobatório de que vivemos em uma país completamente sem identidade, que fica buscando alternativas insossas, baseadas em princípios religiosos retrógrados e ineficazes, para negar essa afirmação.

sábado, 30 de outubro de 2010

fantasmão


Tudo bem que com o fim do império e da escravidão no Brasil e a instituição da república, a elite governamental tentou relativizar os problemas de discriminação racial incentivando o “branqueamento” da população através da imigração de colonos europeus. Isso é fato, apesar do feliz insucesso, pois deixou aí o para as madames o "samba brasileiro democrata, mistura de raça, mistura de cor". Como ora ou outra o assunto volta à tona, a vênus platinada, que andava até meio quietinha, resolveu, sutilmente, fuçar a questão.

Sem essa desculpa hipócrita de que é uma novela que fala do povo italiano, Passione está, a todo custo de produtos de beleza, tentando "branquear" o povo. Até os brancos na vida real, como Marina Ximenes, Larissa Maciel e o próprio Reinaldo Gianechinni, estão super brancos com o trabalho de maquiagem do folhetim. Estão quase transparentes. O personagem de Gianechinni mesmo tem as mãos de uma cor e o rosto de outra (ele sempre está "engravatado"). São os famosos caras-pálidas.

P.S.: não sou espectador assíduo da trama das 9 da Globo, mas o pouquinho que vi, percebi isso e que só tinha um negro na novela e que era capacho do tal do Saulo que morreu... é retrocesso?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

inocência

Se tem uma palavra que não combina com o mundo podre dos bastidores do futebol é essa aí do título. Aliás, nesse universo, um gatinho desprotegido, passa longe, principalmente fora do Norte-Nordeste. Depois dos rios de dinheiro que passaram a correr e do foco estritamente empresarial, a coisa deve feder lá nas entranhas... Que atire a primeira pedra quem garante de forma absoluta que não há a menor condição de o Cruzeiro ter facilitado um pouco as coisas para o Atlético-MG no jogo de ontem (24). No jogo não, no clássico mineiro. Analisemos as situações dos times. A Raposa briga pelo título e na hora do jogo já sabia que um simples empate já lhe daria a primeira colocação do torneio. Já o Galo chegou à partida dentro da zona de rebaixamento e somente uma vitória sobre o rival lhe tiraria da incômoda situação. Dentro desse contexto estão os times baianos, adversários como devem ser e inimigos como não devem ser. O rubro-negro estava, até antes da partida entre mineiros, uma posição acima do Atlético. O tricolor baiano, na série B, está, a passos largos, carimbando sua volta ao campeonato de elite no Brasil. Sinceramente, está quase que garantido já, devido a todas as circunstâncias: pontos atuais, quantidade de jogos restantes e nível de atuação. E para que esse imbróglio todo? É simples. Diante dessa situação toda, entre mineiros e baianos, parece sensato que para os comedores de pão de queijo, é mais interessante que fiquem os dois na 1ª divisão e caia fora o Vitória, é claro. Até porque, o Bahia está subindo em 2011. Se o Cruzeiro desse todo o gás, se Montillo, com o Cruzeiro tomando 2x0 em um clássico, e a um ponto da liderança, fizesse como Conca no jogo do outro time que luta pelo título fez, e desse uma bomba pro gol na hora do pênalti, e fizesse o gol, ao invés de uma "cavadinha" mixuruca, o time celeste empurraria mais o Galo para a "segundona". Isso acarretaria, em um breve futuro, leia-se Brasileirão 2011, em Minas Gerais com um time na elite e a Bahia com dois. Isso é bom para eles? Claro que não. Os imbecis e inocentes daqui fariam diferente. Mas está explicado: são imbecis... e inocentes!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

faixa para ignorantes

Se tem algo que não faz qualquer sentido lógico, na prática, é claro, e que vive espalhado pelas ruas da cidade, é a faixa de pedestre. O comportamento das pessoas quanto a ela é esquisito em todos os ditos grupos que se relacionam com a própria. Os que estão a pé nem percebem a sua existência se não houver um semáforo próximo. Sem contar os casos de ignorá-las por ignorância mesmo. Motoristas de veículos, de um modo geral, ignoram completamente a bichinha. Salvo, também, nos casos onde ela vem acompanhada de uma sinaleira. Aí o papo é outro, principalmente quando tem um "peru" de plantão e que vai resultar em desfalque no bolso mais tarde. Mas quando só tem o chão pintado, oxe, não estão nem aí. Nesse momento é que entra o maior choque e curiosidade. O cidadão pedestre, dito civilizado, quer ir a um local bem a frente de onde está. Só precisa atravessar a rua. A faixa, sem semáforo, está há uns 200 metros de distância. O "certinho", cumprindo regras de bom convívio social e educação, traça o itinerário necessário e chega até a faixa. O problema é que nada muda, no comportamento dos motoristas, em relação ao posicionamento inicial do pedestre. Ninguém para. Nem fora e nem na faixa. Motorista baiano, e de muita má vontade, só breca em semáforo. Fora isso, o indivíduo mofa, mesmo diante de uma faixa de pedestres, que parece um enfeite na via de asfalto. É tão corriqueiro que a gente até agradece esbanjando um "legal" com o polegar quando um anjo bom resolve acatar nosso desejo de pisar nas listras brancas e diminui... diminui. Por isso que o povo passa correndo para não correr o risco de parar nas mãos do ortopedista. A inversão de valores, algo inerente em nossa sociedade, onde fazer o errado é que é fazer o certo, estimula as pessoas a abandonarem as faixas, por insucesso, insuflando a ignorância de atravessar em qualquer lugar.

sábado, 16 de outubro de 2010

profundo

Na próxima segunda-feira (18), "minha nenêca" faz 4 meses de vida. Com o orgulho - que muito me honra - de nascer no mesmo dia da diva Maria Bethânia (e sem planejamento nenhum para isso acontecer, e sim absoluta coincidência), ela vem se desenvolvendo com muita saúde nesse início de jornada na Terra. Indiscutivelmente a cara do pai, Morena (em foto do pailhaço) veio sem avisar e já senta no trono com pompas de rainha, como não poderia deixar de ser. E o mais nobre e gratificante do sentimento amor é que ela chegou, é amada por todos, mas não tomou o espaço de ninguém. Simba (em memória), Zé e Ana continuam amados da mesma maneira... ou até mais! Pois a vinda dessa criaturinha divina, como toda criança o é, deu um sacolejo no comportamento, procedimentos e sentimentos de todos ao redor. O título é uma alusão à fala do médico que a atendeu recentemente devido a uma irritação nos pés dela (já resolvido!). De tanto esperar, quando ele a viu, ela estava dormindo. Após a consulta ele disse, sério mas em tom de riso, e admirando o deleite da criança nos braços da mãe, o que endosso no ato: "sem nada para atrapalhar, esse é um sono de altíssima qualidade". Assino embaixo.

todo mundo vai

Será que todo mundo vai mesmo? Alô, alô, marciano. Acho que não sou terráqueo!

mendicância sufocante

São quase 8h30 e era pra chegar no Sebrae às 8h. Estou na padaria Gangorra, ali no Politeama de Baixo, terminando minha primeira refeição do dia, uma vara mista com dois dedos de café preto. É lógico que houve um exagero na quantidade e deixei uns três pedaços de pão recheados com queijo e presunto, ainda quentes, no prato. Para não jogar fora, preferi, é claro, dar a algum mendigo, pivete, vagabundo, ou qualquer adjetivo cabível àqueles milhares de transeuntes que perambulam pelo Centro da cidade à qualquer hora do dia e da noite. Quando saí da padaria e ofereci a um malandro manjado dali, ele disse: "quero não". Eu pensei: "filho da puta... eu sou um idiota mesmo, ainda quis dar a um sacana desse quando poderia ter jogado fora mesmo". Mas tudo bem, encontrei outro ali na frente, que priorizou a fome, e pegou o pão.
Essa introdução meio nada a ver foi para falar de algo que me repele diariamente: a mendicância que predomina nas ruas das grandes cidades brasileiras. O marmanjo desocupado que negou o alimento na saída da padaria, é o mesmo que, todo dia quando eu passo por ali, me pede dinheiro. "Me dê um real". Dá vontade de mandar ele tomar "naquele orifício", mas temos que nos controlar... Pois bem. Há uma série de questões a se discutir nessa pedição desenfreada pelas ruas. Nesse caso mesmo, o cara quer dinheiro fácil para quê? Para encher a pança e depois deixar a cidade toda fedida é que não é. Ele provou que não é. Só pode ser para se empanturrar de droga. Eu é que não vou alimentar vício de ninguém. Já basta o meu em CD e DVD que me raspa uma grana retada. Não dou dinheiro à tôa. Meu lema é esse. Nem R$ 0,10. Não dou mesmo e não fico me remoendo, com a consciência pesada e me achando malzinho não. De jeito nenhum. Vovó dizia que o que vem fácil, vai fácil. Alguém sabe a procedência de todos, eu disse todos esses pedintes chatos das ruas? Porque eu não faço ideia e não boto minha mão no fogo por nenhum deles. Alguém sabe o que fizeram para estar naquela situação? Vou responder igual a guris chatos: "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Não tenho o menor receio de arriscar que a maioria está ali porque é vagabundo mesmo, tem má índole, é safado e descarado e gosta mesmo é de facilidade, moleza. Quer se apoiar em uma sociedade baseada em princípios religiosos e um povo afetuoso para ganhar dinheiro fácil, sem esforço. Não corroboro com esse esquema. Tô fora. Se vier a senhorinha com pena, eu mando levar para casa, sem pensar.
Roubar é ruim? É. Pedir também. Se pedir for o correto, eu abandono meus trabalhos (pois é, trabalho em dois lugares diferentes... as coisas são difíceis!), e vou pedir também, ora bolas! Já que pedir está tudo bem... Mas do meu ponto de vista, não está. Pedir é péssimo. É uma mazela social tão grande quanto roubar. É um roubo sutil, mascarado, digamos: legalizado pela sociedade. O que honra o homem é trabalho, seja ele qual for. De um jornalista imbecil que coloca a cara na casa de todo mundo e muitas vezes só fala bobagens, como Bóris Casoy, a garis, cujas atividades são fundamentais para o ordenamento social, trabalhar é fundamental. Lavar carro, carregar entulho, limpar pára-brisa, ajudar pedreiro, pintar parede, bater prego. São algumas atividades a buscar. De coração puro, alma tranquila e consciência mais leve que uma pena de ganso, segue uma dica a mendigos, pivetes, vagabundos, malandros, marmanjos desocupados das cidades do Brasil: vai trabalhar porque meu dinheiro vocês não vão ver nunca. Nem R$ 0,10.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

interação entre pais e filhos marca o dia das crianças vitalmed

Trabalhar faz parte da rotina diária dos pais de diversas crianças. Porém, os filhos ficam sempre intrigados em saber como funciona e o que acontece no ambiente de trabalho dos pais. Para matar essa curiosidade, em comemoração ao Dia das Crianças, que acontece todo dia 12 de outubro, a Vitalmed promove essa interação entre pais e filhos dentro da empresa.

O objetivo principal da segunda edição do Dia das Crianças Vitalmed é, justamente, transmitir à criançada, de forma lúdica e divertida, o orgulho que sentem da profissão dos pais – diretamente envolvidos com a missão de salvar vidas –, mostrando aos pequenos a realidade do exercício profissional deles. “Para as crianças, só o fato de entrarem em uma ambulância e verem o que tem dentro, já é uma diversão”, afirma a gerente de Recursos Humanos da Vitalmed, Eleonora Santos.

A ação, que vai acontecer durante a tarde do dia 15 de outubro, na base operacional da empresa, que fica na região do Iguatemi, é uma ótima ferramenta de fidelização, pois segue a máxima de que agradando aos filhos estão agradando aos pais. “Esse ambiente saudável e de descontração é projetado também nos clientes e no atendimento da empresa”, pontua Eleonora. Durante o dia festivo, os filhos dos colaboradores vão conhecer as dependências da empresa e terão direito a lanches e muita diversão.

A empresa

A Vitalmed iniciou suas atividades em 1993, implantando o serviço de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), que realiza atendimento a emergências e urgências médicas dentro do perímetro de Salvador e Lauro de Freitas. Hoje, a empresa se consolida no segmento de saúde como excelente opção de mercado de trabalho para os médicos, conforme salienta o diretor Operacional da Vitalmed, Dr. João Maurício Maltez. “A empresa possui 250 médicos, atuando em diversas áreas, como Regulação Médica, Pronto Atendimento em UTI Móvel, Proteção a Eventos, Homecare, Resgate e outros”, diz.

Líder no segmento na Bahia, a Vitalmed, ao longo destes 17 anos, alcançou as primeiras colocações no ranking nacional de empresas do ramo. Para atender aos seus associados, a empresa possui uma estrutura especializada em atendimentos emergenciais que é constantemente revista e atualizada, incorporando novas tecnologias e novos procedimentos sempre com o objetivo de prestar serviços de excelência e satisfazer aos seus associados. Outras informações através do telefone (71) 2202-8750.

sábado, 2 de outubro de 2010

agricultor valida experiência com projeto plante saúde

O produtor rural Orlando Santos, 50, cuja propriedade fica situada no distrito de Rancho Alegre, em Arembepe, aprendeu a reaproveitar as folhas como adubo natural. “Antes eu limpava e queimava tudo, agora eu junto o mato e utilizo como fertilizante. Dessa forma, os produtos ficam mais saudáveis e não há agressão à natureza, além da economia financeira”, diz. Ele calcula uma economia anual de R$ 600 depois da adoção de fertilizantes naturais em suas plantações.

O projeto, que beneficia 70 famílias, distribuídas em sete comunidades da orla de Camaçari, é idealizado pela Concessionária Litoral Norte (CLN) e Instituto Invepar, sob execução do Fórum Sustentável Costa dos Coqueiros. O objetivo principal é fazer uma reeducação ambiental em povoados rurais da região, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas e geração de renda.

Os trabalhos começaram em julho de 2010, nas comunidades de Rancho Alegre, Açu da Capivara, Cordoaria, Fazenda Malícia, Alameda do Rio, Areias e Cajazeiras, e se encerram, com entrega de certificados, no dia 19 de outubro, às 13h30, no salão paroquial da Igreja Matriz Divino Espírito Santo, em Vila de Abrantes.

“O projeto era uma necessidade para as pessoas que precisavam de um verdadeiro alerta ambiental”, afirmou a presidente do Fórum, Maria José Machado. A diferença dessa edição é que o projeto está sendo executado por ex-beneficiários, que hoje disseminam e multiplicam essa experiência com agricultores de suas vizinhanças.

Durante a passagem pelas comunidades, o Plante Saúde leva conhecimento sob aspectos relacionados à agricultura orgânica, como educação ambiental e tecnologia. Para a professora de tecnologia, Marluce Celeste, a metodologia aplicada fez o diferencial na hora das aulas.

“O interessante era procurar exemplos baseados em ações que eles já praticavam para facilitar a assimilação”, explica. Ela acredita que o mais importante do curso é conscientizar o agricultor de que ele faz parte da natureza e precisa estar inserido nela. “Através do conhecimento tecnológico, eles vão dar um melhor tratamento ao solo, e gerar uma produção mais saudável”, resume.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

cooperativa baiana desenvolve redes sociais personalizadas

Com cinco anos de atuação em Salvador com softwares livres para o desenvolvimento de soluções para a Internet, especificamente mídias sociais, a Cooperativa de Tecnologias Livres (Colivre) faz um trabalho diferenciado de personalização de redes. Através do Noosfero, a primeira plataforma web livre desenvolvida para redes sociais, qualquer empresa do Brasil e do mundo, pode criar uma rede social personalizada, preterindo as massificadas como Orkut e Facebook, por exemplo. “A diferença é que no ambiente personalizado você tem acesso a banco de dados e autonomia sobre a mídia gerada lá”, afirma o vice-presidente da empresa, Vicente Aguiar.

Esse foi um dos assuntos discutidos na abertura do 1º Congresso Brasileiro de Softwares: Teoria e Prática (CBSoft.2010). O evento, cujo objetivo principal é disseminar as pesquisas em sistemas de software que são realizadas em todo o país, começou nesta segunda-feira (27), no Bahia Othon Palace Hotel, em Ondina, e vai até a próxima sexta-feira (1). De acordo com a organização do encontro, são esperadas cerca de 800 pessoas durante os cinco dias, entre pesquisadores, estudantes e representantes da indústria. “A novidade desse ano foi justamente inserirmos a representação industrial, pois precisava haver essa junção com a discussão teórica”, destacou a vice-coordenadora do CBSoft.2010, Vaninha Vieira.


Para Vaninha, as empresas brasileiras, sejam governamentais ou privadas, precisam atentar para a importância e benefícios do software livre. “Isso existe no mundo inteiro e o Brasil também precisa adotar como padrão nas suas organizações”, alertou. Uma questão relevante que a vice-coordenadora levantou, voltado ao universo das empresas, foi a redução de custos que a implantação do software livre traz. “Um sistema operacional como o Linux, por exemplo, diminui os investimentos com pacotes pagos, que são caros, e também evita a pirataria, que ainda ocorre muito no mundo corporativo”, resume.


O evento, cuja próxima edição será no estado de São Paulo, em 2011, terá palestras de convidados nacionais, como o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa), Eduardo Almeida; e internacionais, como o professor do Departamento de Computação do Imperial College London (Reino Unido), Alexander L. Wolf. O congresso é realizado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), e organizado pela UFBa, através do Laboratório de Engenharia de Software (LES), com patrocínio do Sebrae
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

bahia tem potencial para explorar viagens de incentivo

Sensibilizar o empresariado baiano quanto às vantagens e pré-requisitos para a implementação e fortalecimento do turismo de incentivo na Bahia. Esse foi o objetivo principal do Café com Turismo, evento que aconteceu durante a manhã desta sexta-feira (24), na sala Gregório de Matos, no hotel Pestana Bahia, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O encontro, que reuniu mais de 100 pessoas, entre empresários do trade turístico baiano, entidades de classe e representantes do poder público, foi realizado pelo Sebrae em parceria com o Convention Bureau Salvador e Litoral Norte da Bahia, com apoio da Câmara Baía de Todos os Santos (BTS).

Para o palestrante e diretor-presidente da IT MICE Travel Solutions, Ibrahim Tahtouh, a Bahia tem alto potencial para ser explorada como destino de viagens de incentivo, mas os operadores locais devem atentar para detalhes importantes. “Para evitar verdadeiros desastres, é preciso sensibilidade e analisar bem o grupo de viagem, desde sua origem, até profissões e graus hierárquicos”, destacou. Outro fator relevante que Tahtouh lembrou foi a necessidade de ser criativo. “Eles querem sentir um ‘gostinho diferente’. Nossa função é criar a estrutura para isso, seja onde for, e os baianos têm a graça e o jeito certo de fazer”, apontou.


Presente ao evento, o diretor da Lilás Turismo, Jean Paul Gonze, acha que a iniciativa serviu como estímulo para os empresários que desconhecem a importância do turismo de incentivo. “Foi bom para esclarecer sobre as boas práticas para se executar uma boa viagem de incentivo e fortalecer a imagem da Bahia”, disse. A empresa, que está situada em Salvador, atua há 25 anos na área. Já a técnica da Bahiatursa, Conceição Carneiro, acredita que trazer grupos de fora “gera receita para o Estado e todo mundo ganha: os hotéis, os agentes, os comerciantes e o próprio governo”.


O consultor do Sebrae, Fernando Amaral, explicou o que significa viagens de incentivo. “É uma premiação que grandes empresas dão a funcionários que superam metas e objetivos, promovendo viagens a grupos selecionados, servindo como estímulo profissional”, detalhou. E completou. “São ações que ratificam o conhecimento dos profissionais para fazerem troca de experiências”, concluiu. A 5ª edição do Café com Turismo será no dia 29/10.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

propaganda digital reduz custos para empresário

Nos últimos seis meses, o diretor comercial da Pé Feito, Moacir Viana Júnior, notou uma diminuição nos investimentos da empresa, que presta serviços na área de podologia em Feira de Santana, na divulgação da marca e serviços. “Trocamos a veiculação em uma rádio local e a panfletagem, pela divulgação no serviço de link patrocinado do Google”, afirma. E Moacir revela que a diferença na economia e no resultado foi relevante. “Na rádio, pagamos R$ 400 por um mês, apenas aos sábados, e somente uma pessoa nos procurou. Na Internet, gastamos R$ 40 por 20 dias corridos e 120 pessoas vieram até a loja”, diz.

Esse é um dos assuntos a serem discutidos durante o Ciclo MPE.net, que acontece durante toda essa quinta-feira (23), no Teatro dos Correios, no bairro da Pituba, em Salvador. O objetivo principal dos seminários é difundir informações e conhecimento estratégico sobre a inclusão das micro e pequenas empresas no comércio eletrônico, visando o desenvolvimento do mercado nacional e a geração de oportunidades de negócios. Cerca de 250 pessoas, entre empresários e estudantes, compareceram à abertura do evento, realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, com patrocínio do Sebrae e dos Correios.


O analista do Sebrae, Michelangelo Alves, falou sobre as vantagens e benefícios da Bolsa de Negócios, serviço gratuito disponibilizado aos empresários através da Internet (
www.bolsa.sebrae.com.br). “É uma vitrine eletrônica, onde o empresário anuncia seus produtos e serviços e o próprio sistema faz o cruzamento de interesses e negócios entre eles”, explica. Alves apresentou também dados sobre o aumento de empresas que buscam o serviço pelo país. No Brasil, esses números já chegam a 12 mil cadastros, contra 10.974 registrados em março de 2010. No Nordeste, cerca de dois mil empresários ingressaram, sendo que 1/3 desse total pertence à Bahia.

Dentre os temas discutidos durante os seminários, está a questão dos registros de domínio, provedor de serviços de pagamento, gestão de riscos e vendas com cartão de crédito, publicidade on-line e logística global para o e-commerce. De acordo com o coordenador de Negócios dos Correios, José dos Santos Neto, as compras pela Internet, que representavam 4,9% dos pedidos dos Correios, em 2007, passaram a 7,5%, em 2009. “A facilidade e aumento do acesso das pessoas à rede mundial de computadores fazem do comércio eletrônico uma tendência em franca expansão”, disse.


O analista da VeriSign, empresa que opera serviços de infraestrutura de Internet, Alexandre Giglio, destacou a importância de potencializar e fortalecer a marca de uma empresa no mundo virtual. “Mesmo que não seja uma loja on-line, estar na rede é fundamental, visto que só no Brasil, de acordo com dados da Webshoppers, de 2009, existem 15 milhões de e-consumidores”, revelou. Para o coordenador da Unidade Regional Salvador do Sebrae, Richard Alves, o evento é fundamental “pois o e-commerce já é uma realidade das micro e pequenas empresas que conseguem vislumbrar essa visão estratégica”. A 8ª edição dos seminários será em Uberaba, Minas Gerais, no dia 07/10. Outras informações através do site
www.ciclo-mpe.net.

domingo, 19 de setembro de 2010

vedacit marca presença na 7ª ficons

Presente em todas as edições anteriores, a Vedacit participou mais uma vez da Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção (Ficons). Durante o evento, que aconteceu de 14 a 18 de setembro no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife, a Vedacit distribuiu manuais técnicos e sanou dúvidas do público sobre a aplicação de alguns dos seus 144 produtos.
De acordo com o gerente de vendas da Vedacit, Marcelo Bastos, apesar de não haver negociação direta na feira, o resultado foi satisfatório. “Recebemos nossos amigos, que são nossos clientes, e a quem devemos o sucesso da empresa. É uma maneira de agradecê-los pela escolha dos produtos Vedacit”, disse.

De acordo com Bastos, passaram pelo stand da Vedacit, que teve a presença do diretor da empresa, Alexandre Baumgart, arquitetos, engenheiros, lojistas e estudantes, assim como diversos profissionais ligados à construção civil. Em 2011, a Vedacit vai participar da Feira Construir Bahia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

micro e pequenas empresas alavancam economia baiana

Em 2009, 71% dos empregos gerados na Bahia foram oriundos das micro e pequenas empresas. E apenas no primeiro trimestre de 2010 esses números já chegam a 60%. Tais dados, de acordo com o superintendente do Sebrae Bahia, Edival Passos, apontam para a importância desse segmento para o crescimento econômico do Estado e do Brasil.“Esse novo ciclo de desenvolvimento do país abre um horizonte fantástico para os empreendimentos nas áreas de indústria, comércio, serviços e agronegócios”, afirmou.

Ele participou da abertura do VI Encontro de Economia Baiana nesta quinta-feira (16), no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador. O evento, cujo tema central é Brasil e Bahia na nova configuração da economia mundial acontece até esta sexta-feira (17). Cerca de 600 pessoas, entre estudantes, economistas e representantes de empresas públicas e privadas, assistiram à abertura do encontro organizado pela Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Desenbahia e do Departamento de Mestrado do curso de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFba), com o patrocínio do Sebrae.

Para o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Antonio Barros de Castro, “o Brasil entrou muito bem na crise e continua muito bem, pois ele não tinha nenhum dos problemas originários dela”. Castro ministrou uma palestra sobre o tema central do congresso, onde falou também sobre a consolidação do mercado de massas na economia mundial e o comércio Brasil-China.

O presidente da Desenbahia, Luiz Petitinga, acredita que o evento vem se tornando referência como uma possibilidade de reflexão entre academia, governo e empresas sobre o assunto. “É uma oportunidade de formação de políticas públicas para o fomento e desenvolvimento da competitividade e inovação nas empresas”, afirma. Para Petitinga, as micro e pequenas empresas devem se beneficiar dessa articulação com a economia chinesa. “À medida que temos grandes investimentos, os fornecedores de produtos e serviços diretos e indiretos mostram sua real importância”, conclui.

Durante os dois dias de evento serão apresentados e discutidos 30 trabalhos, entre as 12 mesas redondas. A programação do encontro é ampla, mas há uma preocupação em discutir itens relacionados à economia regional, o que inclui temas como Concentração do emprego industrial no período 1994-2005: evidências para os municípios do Brasil; e Desenvolvimento Regional e Aglomerações Produtivas na Bahia: uma visão a partir do emprego e dos territórios de identidade.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

anamaco confere dois prêmios à vedacit

Primeiro lugar em impermeabilizantes e em mantas asfálticas. Esses foram os prêmios que a Vedacit recebeu na 19ª edição do Prêmio da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O evento, que aconteceu no dia 3 de agosto de 2010, na Via Funchal, em São Paulo, teve o objetivo de valorizar as indústrias que se destacaram no ano de 2009 em diversas categorias da área de materiais de construção.
A cerimônia reuniu cerca de 2.000 presentes, entre representantes das principais indústrias da construção civil do Brasil, além de lojistas, autoridades políticas e entidades que representam o setor. A Vedacit foi representada pelos gerentes de vendas da regional São Paulo, João Roberto Ximenes, e da regional Nordeste, Marcelo Bastos.

“A premiação demonstra que estamos no caminho certo, pois é o reconhecimento da participação da Vedacit nos pontos de vendas nas lojas de material construção, demonstrando a clara escolha dos nossos clientes pelos produtos da nossa empresa”, afirma Bastos.

O prêmio Anamaco tem como base o resultado de uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência nas lojas de material de construção em todo o Brasil. A partir daí são escolhidas as indústrias que mais se destacaram em 56 categorias, e que são homenageadas. Mais informações sobre o prêmio podem ser encontradas no site: www.anamaco.com.br.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

gastos com correção de infiltrações chegam a 30% do valor da obra

Goteiras, vazamentos, infiltrações. O inverno na capital baiana vem trazendo muitas chuvas e esses são os maiores problemas causados nas construções pela grande quantidade de água que cai na cidade. Para quem foi surpreendido e quer se proteger é hora de evitar prejuízos futuros, e focar na importância da impermeabilização.
Em geral, os cuidados mais importantes estão na fundação/alicerce (devido à umidade contida no solo), paredes externas e lajes. “Se gasta 3% do valor da obra com impermeabilização, quando é feito o trabalho de prevenção. Se for agir com correção, esse valor vai de cinco a 10 vezes mais”, destaca o gerente de vendas da Vedacit, Marcelo Bastos.
Quando a infiltração já está instalada, algumas soluções podem ser adotadas com sucesso, contanto que sejam implementadas por empresas e profissionais preparados para isso. “Em paredes, geralmente é necessário retirar o revestimento para aplicar o impermeabilizante diretamente sobre a alvenaria. Os produtos feitos para aplicação por cima da patologia não solucionam, pois eles estão sobre uma base deficiente e ainda sofrem a ação de sol e chuva e, por isso, duram pouco tempo”, explica Bastos.

Outro fator relevante que as infiltrações podem causar são os problemas de saúde. “Elas podem causar doenças respiratórias como rinite, sinusite e alergias, em função dos fungos e bactérias”, destaca Bastos. Se o morador notar que alguns desses sintomas estão acontecendo em sua casa é sinal de que as paredes não estavam bem protegidas contra batidas de chuva. Por fim, Marcelo Bastos explica que o ideal mesmo, nessas circunstâncias, é prevenir e impermeabilizar as áreas que ficarão em contato com a água desde a construção da residência.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

para debate...


Recebi esse texto por email como sendo de autoria da jornalista baiana Rosana Jatobá, que trabalha na TV Globo. Verdade ou não, vale a pena a reflexão.

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos. Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!

- Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

- Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

- A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?

- Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.

- Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.

- Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar...

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "cabeça chata", outra denominação usada no sudeste para quem nasce no nordeste. Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

- O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:"O teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor, mas como a cor não pega, mulata, mulata, eu quero o teu amor"."É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala. O cronista Rubem Alves publicou na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo). Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém". Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social! E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque! Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia... Gosto muito do provérbio bíblico, legado do cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". Invoco também a doutrina da física quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano. A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o princípio da igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque, em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

- Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

- Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

seminários estimulam central de negócios no trade turístico

“É preciso quebrar esse paradigma de querer ganhar dinheiro sozinho, até porque o turismo não é área para quem deseja seguir carreira-solo”. Em tom de brincadeira, mas falando sério, o consultor do Sebrae, Fernando Amaral, destacou o tema principal do seminário Cooperar para Competir: constituir e operacionalizar uma Central de Negócios, possibilitando aos empresários do ramo aumentarem o faturamento em parceria com os concorrentes.
O evento, que faz parte do projeto de Qualificação do Turismo em Salvador e Entorno, vai acontecer de 12 a 22 de julho, em Cachoeira, Itaparica, Vera Cruz, Salvador, Imbassaí, Praia do Forte, Arembepe e Lauro de Freitas. A estimativa é que sejam beneficiados, aproximadamente, 600 participantes, entre empresários e profissionais autônomos, cuja maioria integra o Clube da Excelência.
As palestras para as 12 turmas serão proferidas pelos consultores do Sebrae, Dilton Filho, Nelma Fidelis e Tiago Valois. De acordo com Valois é fundamental que os empresários compreendam a importância do trabalho em conjunto. “É preciso unir forças para trazer o turista ao destino desejado, e, atuando de forma coletiva, reduzir custos, através do rateio de despesas, e aumentar a penetração no mercado”, destaca.
O seminário é uma realização do Sebrae Bahia em parceria com a Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur), Ministério do Turismo (MTur), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

terça-feira, 6 de julho de 2010

tabuleiros de baianas de acarajé vão ganhar novos toldos

Através de um concurso de ideias que será lançando até o final de julho pela Empresa de Turismo da Bahia (Bahiatursa). Dessa forma, serão produzidos, aproximadamente, as estampas dos 2 mil novos toldos dos tabuleiros das baianas de acarajé de Salvador e de 13 zonas turísticas da Bahia. A entrega dos materiais será feita em eventos nos 10 maiores aeroportos do país, justamente, em 25 de novembro, data em que se comemora, há 20 anos, o Dia da Baiana de Acarajé.
A iniciativa, uma parceria entre a Secretaria de Turismo (Setur) e Sebrae, foi lançada durante reunião na manhã desta terça-feira (6), na sede da Setur, no Caminho das Árvores. Estiveram presentes ao encontro, a presidente da Bahiatursa, Emília Maria Silva, o secretário de Turismo, Antonio Carlos Tramm, o supervisor de Economia Criativa do Sebrae, José Élio Souza, e a presidente da Associação das Baianas de Acarajé da Bahia, Rita Santos.
“Tudo o que é feito para melhorar o ego, a autoestima e dar visibilidade às baianas, é bem vindo”, afirmou Rita. A presidente da Bahiatursa, Emília Maria Silva, fez questão de destacar que o trabalho de criação dos novos toldos não deve obedecer a uma padronização, e que terá motivações distintas para cada região. “Para as que trabalham no Centro Histórico, por exemplo, o produto deve ter motivos afros, mas para quem está nas praias, nos bairros, ou no interior, serão outros temas”, destacou.
O secretário de Turismo, Antonio Carlos Tramm, aproveitou para valorizar as baianas de acarajé. “Assim como o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, e o Pelourinho, elas são um dos maiores cartões postais que nós temos”, apontou. E Tramm completou. “Quando o turista chega, ele quer logo tirar uma foto com as baianas, por isso esse trabalho na cobertura dos seus tabuleiros, já que elas são um símbolo da Bahia”.
Para o supervisor do Sebrae, José Élio, essa ação será “uma forma de valorizar e beneficiar as baianas locais”. Ainda de acordo com Élio, o Sebrae vai coordenar um seminário sobre ações de gestão e capacitação para as baianas de acarajé no próprio dia 25/11.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

lençóis prevê aquecimento da economia com regulamentação da lei geral

Lençóis, situada na Chapada Diamantina, é a 32ª cidade baiana a implementar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Após a aprovação na Câmara Municipal, o prefeito Marcos Araújo sancionou a legislação nesta quarta-feira (30). Dentre os principais benefícios da lei, Araújo destacou o incentivo à formalização de empreendimentos e geração de empregos. “Isso abre um leque de facilidades para o cidadão que não podia arcar com custos altos, a abrir seu próprio negócio e aquecer a economia local”, disse.
O prefeito também atentou para outro ponto importante. Todas as compras públicas de até R$ 80 mil devem ser realizadas, exclusivamente, pelas micro e pequenas empresas. “É uma possibilidade para a prefeitura comprar na mão deles sem tanta burocracia e inserir esse público com mais força no comércio da região”, afirmou. De acordo com Araújo, a próxima ação da prefeitura, após a sanção da lei, é estimular o cadastro dos trabalhadores no Empreendedor Individual (EI), utilizando os primeiros profissionais que já se formalizaram como exemplo.
Sanção – O número de municípios que aprovaram a Lei Geral está prestes a aumentar. Isso porque mais quatro cidades – Juazeiro, Euclides da Cunha, Uruçuca e Lapão – aguardam apenas a sanção dos prefeitos para se concretizar. “É só o texto chegar à minha mesa para eu assinar”. Com essa afirmação clara e objetiva, o prefeito de Lapão, Hermenilson Carvalho, definiu o que falta para que seja regulamentada a lei no município, após aprovação na Câmara Municipal nesta terça-feira (29). De acordo com Carvalho, existem, aproximadamente, 200 empreendimentos em funcionamento na cidade, e esse foi o motivo principal para a implementação da lei. “É uma forma de estimular e apoiar o comércio local que é formado pelas pequenas empresas”, disse.
Para o prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, “a aprovação dessa lei vai valorizar a economia local e, consequentemente, fortalecer a categoria que estará apta a gerar cada vez mais emprego e renda”. Ele afirmou que falta pouco para a sanção acontecer. “Estamos esperando o encaminhamento pelo Legislativo da lei aprovada, inclusive sem emendas, para que seja feita a análise e posteriormente ela possa ser sancionada”, ponderou.

terça-feira, 29 de junho de 2010

contabilistas discutem regulamentação da lei geral nos municípios baianos

Representantes do governo estadual e municipal, de sindicatos e federações, além de empresários contábeis, participaram do 1º Encontro Estadual Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O evento aconteceu durante a manhã desta terça-feira (29), no auditório Prefeito Lomanto Júnior, na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A iniciativa foi do Sindicato dos Empresários Contábeis (Sescap/BA), em parceria com o Sebrae e Conselho de Contabilidade da Bahia (CRC). O objetivo foi discutir pontos que favoreçam e facilitem a implementação da lei nos municípios baianos.
“O empreendedor individual (EI) que tiver uma boa orientação contábil terá potencial para vir a abrir sua própria empresa no futuro”, afirmou a diretora de eventos do Sindicato das Empresas Contábeis e Serviços do Rio Grande do Norte (Sescon), Patrícia Delgado. Para o presidente da Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Bahia (Femicro), Moacir Vidal, a regulamentação da lei é muito importante, pois as MPE’s são fundamentais na geração de trabalho. “São essas instituições que, muitas vezes, promovem o primeiro emprego de diversas pessoas, e que dão oportunidade a cidadãos com mais de 40 anos e até sem qualificação”, exaltou.
Outra questão debatida durante o encontro foi a falta de conhecimento de muitos prefeitos baianos sobre a lei. “A maioria dos administradores municipais desconhece até hoje quais os mecanismos para regulamentar esta legislação”, disse a presidente do Sescap, Patrícia Jorge. O diretor superintendente do Sebrae Bahia, Edival Passos, foi mais além. “A cabeça dos prefeitos precisa receber um chacoalhamento”, exclamou. E continuou. “É preciso entender que essa é uma lei desenvolvimentista e que representa uma virada de página na história das MPE’s no Brasil”.
Passos também atentou para a necessidade de se mudar a mentalidade do quadro fixo de pessoal dos órgãos públicos. “O servidor do presente tem que se preocupar com o desenvolvimento de seu país, pois apoiar as MPE’s significa apoiar um desenvolvimento includente e com melhor distribuição de renda”, explicou. O próximo passo no sentido de sensibilizar os prefeitos sobre a regulamentação da Lei Geral será um encontro na cidade de Lençóis, no dia 30 de julho. Dos 417 municípios baianos, 31 implementaram a lei e quatro aguardam a sanção dos prefeitos. São eles: Uruçuca, Lençóis, Juazeiro e Lapão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ali pretende inovar 1.200 empresas baianas

Levar soluções de marketing, gestão, tecnologia e inovação para aumentar a competitividade de micro e pequenas empresas baianas dos setores de confecções, oficinas mecânicas, plásticos e cosméticos da região de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Esse é o objetivo principal do projeto Agentes Locais de Inovação (ALI), cujo lançamento acontece na próxima sexta-feira (11).
O evento será às 16h, no auditório Orlando Moscozo, e terá a presença de membros da diretoria, parceiros e dos 24 ALI’s, que são bolsistas recém-formados e passaram por uma capacitação que durou cinco semanas. Para a implantação do projeto, foram investidos cerca de R$ 3 milhões, com recursos do Sebrae Nacional, Sebrae Bahia e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
“É uma oportunidade para as micro e pequenas empresas notarem que o grande diferencial é inovar. É isso que vai torna-las competitivas no mercado”, afirma a coordenadora da Unidade de Inovação Tecnológica do Sebrae Bahia, Marcia Suêde. Ela afirma que a meta de cada agente é mover 50 empresas a aderirem ao projeto no final de dois anos. “Para isso, estima-se que seja necessário sensibilizar 4 mil empresas”, aponta.
Além de inédito na Bahia, outro diferencial do projeto é que ele vai abarcar apenas a empresas que nunca foram atendidas pelo Sebrae ou que esse atendimento já tenha ultrapassado três anos. “A partir daí, o agente vai diagnosticar a empresa, analisar a situação atual, elaborar um plano de ações, e acompanhar a execução das soluções”, diz Suêde. De acordo com a coordenadora, as ações serão executadas por consultores do Sebrae, parceiros e instituições da área de tecnologia.
O diretor de Suporte do Sebrae, Antonio Marcos Lima de Almeida destacou a importância dos ALI’s no processo de mudança e melhoria das MPE’s baianas. "O projeto ALI vai marcar a vida de cada um dos agentes e vai representar uma grande alavancagem das empresas baianas. Lembro a todos os agentes a nossa rica missão de promover o empreendedorismo", destacou.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

oficina conquista empreendedores da península de itapagipe

Três. Esse foi o número de palestras que a micro empreendedora, Alba Mary Valverde, 59, assistiu durante a Oficina do Empreendedor, que acontece, de 8 a 10 de junho, no estacionamento do Mercantil Rodrigues, na região da Calçada. Há 19 anos, ela possui o armarinho Girassol, localizado na Boa Viagem, e se interessou pelas capacitações por notar uma redução na quantidade de clientes na sua loja. “Foi muito bom, pois adquiri mais informações sobre o melhor tratamento ao cliente e ter mais proatividade, porque trabalho sozinha”, afirma.
Alba fez parte dos cerca de 800 empreendedores que atuam na Península de Itapagipe e que participaram das palestras para se informarem mais sobre o Empreendedor Individual (EI), linhas de crédito, plano de negócios, impostos e tributos, acesso a mercado e sobre a própria região em que trabalham. “É um evento importante para despertar a curiosidade no empreendedor itapagipano, que tem características muito peculiares, de buscar inovação e outros conhecimentos administrativos”, afirma a analista do Sebrae, Idimara Dantas.
Com o objetivo de trazer para os empreendedores e para a comunidade em geral, através de informações precisas e confiáveis, um panorama sobre dados socioeconômicos, demográficos e históricos da região, o consultor do Sebrae, Joílson Rodrigues, ministrou a palestra Conheça Melhor Itapagipe. “Eles precisam conhecer bastante o mercado e o lugar em que atuam para oferecer produtos e serviços de maneira estratégica, de modo que os negócios prosperem”, explica.
O proprietário da Rios Materiais de Construção, Edson Damasceno, 36, achou a palestra intitulada Como a micro empresa pode sobreviver em um mundo competitivo, muito interessante para a sua realidade. “Algo que percebi que tem muita ligação com o meu dia-a-dia foi o fato de compreender que o seu concorrente não é seu inimigo”, destaca. E completa. “Pensando sempre no bem do cliente, se não tem algo que ele procura na minha loja, indico a do ‘vizinho’”.
De acordo com Idimara Dantas, essa oficina tem ênfase na formação dos cinco núcleos setoriais, formados por 20 empresas, cada um, e que o objetivo principal do projeto é fortalecer o segmento de micro e pequenas empresas (MPE) nos bairros populosos de Salvador, e contribuir para a sustentabilidade e competitividade. O evento é uma ação do Sebrae Bahia, e faz parte do projeto Bairros Empreendedores, desenvolvido dentro da metodologia de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor).
O Projeto Bairros Empreendedores ainda vai passar por Liberdade, Cabula, Pau Miúdo, Pau da Lima, Paripe, Pernambués e Brotas. As ações estão previstas até 2012. Além das Oficinas do Empreendedor, que prosseguem até 31 de julho, consultores do Sebrae estarão nos bairros oferecendo todas as orientações necessárias para os empresários. A iniciativa conta com a parceria do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e associações de moradores e de empresários locais. As inscrições para participar das oficinas são gratuitas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

negócio a negócio deve beneficiar 50 mil empresas baianas

Atender e prestar orientações, de forma continuada, a pequenos empresários e a empreendedores individuais, se dirigindo até eles. Esse é o grande diferencial do projeto Atendimento Ativo Negócio a Negócio, promovido pelo Sebrae Bahia, e que deve começar, em todo o estado, na segunda quinzena de junho. A meta é atender a 50 mil empresas em todo o estado até o final de 2010.
“Ao invés de o empresário sair do seu bairro e se deslocar até aqui, nós é que vamos até eles prestar esse atendimento”, afirma o coordenador da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Josival Caldas. Para realizar o projeto, os 250 agentes de orientação empresarial foram treinados e capacitados. “Eles vão fazer o diagnóstico, detectar pontos críticos na gestão das empresas, que precisem de orientação para melhorar o desenvolvimento, e voltar ao empresário com propostas de solução”, destaca Caldas.
As MPE’s que serão atendidas devem ter, no máximo, até quatro empregados. “A ideia do projeto é, justamente, trabalhar com esses empreendimentos menores e mais carentes de orientação”, diz a gestora estadual do projeto, Ana Paula Barreto. Para ela, é uma oportunidade para os empresários que tenham alguma dificuldade de gestão, de adquirir conhecimentos novos. “Através das visitas e diagnósticos, os micro empresários terão a chance de ver seus negócios crescerem ainda mais”, afirma.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

capacitações estimulam adesão de ambulantes ao ei

Depois de trabalhar durante cerca de 20 anos no campo, Antônio Davino dos Santos, 37, é comerciante há mais de cinco. Ele vai montar uma barraca de lanches e bebidas na festa de São João de Santo Antônio de Jesus, após se cadastrar no Empreendedor Individual (EI). “Do jeito que eu trabalho, posso cair doente a qualquer momento, e sei que meu comércio não vai ficar parado, pois terei os benefícios do EI, como o auxílio-doença”, destaca Davino. Além dos alimentos na festa junina, ele trabalha regularmente com todo tipo de comércio, que vai de roupas em geral a verduras e legumes.
Davino foi um dos vendedores ambulantes que participaram dos seminários de capacitação que aconteceram em Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus, durante a semana do Mutirão do Empreendedor Individual (EI), de 10 a 15 de maio, e que se legalizaram no EI. “Sendo sensibilizados, eles vêm, porque o EI é uma pérola preciosa que está ficando clara aos olhos deles”, afirma o técnico do Sebrae, Emanuel Castro.
O objetivo principal das palestras foi esclarecer os vendedores ambulantes sobre o EI e oferecer informações sobre como atender melhor ao cliente e aspectos de higiene, para que eles tenham mais credibilidade junto ao consumidor. “Foi muito bom, pois chegamos perto de um público que não tínhamos alcançado ainda e que tinha acesso limitado a essas informações”, atenta o gestor de projetos do Sebrae, Carlos Henrique.
O prefeito de Cruz das Almas, Orlando Pereira Filho, o Orlandinho, foi enfático em relação ao EI. “Como se diz na linguagem popular, quem não se cadastrou ainda está ‘vacilando’, pois vai deixar de ter benefícios previdenciários e trabalhistas”, afirmou. Quanto ao resultado da capacitação, foi otimista. “Temos que aproveitar os conhecimentos adquiridos e criar uma imagem positiva da cidade para que os turistas sejam bem atendidos e voltem”, exclamou.
O coordenador do São João de Santo Antônio de Jesus, Hernane Mercês, também considerou a ação importante, pois vai trazer mais informações ao trabalhador, além de gerar emprego e renda no município. “Esperamos uma média de 80 mil pessoas por dia no circuito da festa, que abrange uma área de 37 mil m²”, afirma. E completa. “Não é porque o cidadão tem uma barraca que ele não precise ter conhecimentos de negócios e uma boa aplicação de renda”, afirma. No próximo dia 10 de junho, haverá mais uma ação de capacitação para vendedores ambulantes, promovida pelo Sebrae, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), e prefeitura local, no município de Amargosa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

o tempo palomês

Baseado em uma declaração de que minha adorável e estimada "sogrinha do coração" anda proferindo, a torto e a direito, segundo fonte confiável (minha filha que mora com ela, mas é em off!), resolvi postar aqui um texo que não é meu, mas vem a calhar. Agora quando qualquer pessoa, em qualquer lugar e situação faz uma queixa relacionada a tempo - e coisas similares - Paloma (o nome da figurinha ímpar é esse) não hesita e filosofa: "agora falta menos do que faltava". Pode rir. É engraçado mesmo! Não é impossível que ela tenha pirado não, mas a frase não é sem sentido. Tem sentido. Porém, a lógica se torna imbecil se aplicarmos a expressão a todo instante, pois, no esplendor do desespero e dor, Cazuza já reiterou que ele - o tempo - não pára. Agora, por exemplo, falta menos tempo para eu postar o texto do que faltava... falta menos tempo para você terminar de ler do que faltava... percebeu o que eu quis dizer com imbecilidade?


Segue o texto extraído da internet:


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade... Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! Tenha uma vida maravilhosa no essencial! O essencial é o sustentável.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

empreendedores de cajazeiras recebem capacitação

A artesã Nilzete Onofre (em foto de Eduardo Freire), 64, assistiu a uma palestra sobre o Empreendedor Individual (EI), na Oficina do Empreendedor, em Cajazeiras, e foi direto se legalizar no próprio local. Ela trabalha há mais de 40 anos produzindo e confeccionando flores artificiais e pequenos artesanatos, e possui uma loja no bairro, a Shalon Artesanato. "O maior benefício que eu vou ter é o auxílio doença, pois corto uma média de seis quilos de arame por semana e 200 folhas de borrachado por mês, e posso adquirir uma lesão por esforço repetitivo", afirma Nilzete, que pretende ampliar o mercado, vendendo, além dos produtos prontos, o material, como argila, vasos, folhagens e caqueiros.
Ela é uma das três mil pessoas que devem passar pela Oficina do Empreendedor em Cajazeiras, uma ação do Sebrae Bahia, que faz parte do projeto Bairros Empreendedores, desenvolvido dentro da metodologia de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor). Desta quinta-feira (27), até o próximo domingo (30), a iniciativa, com quatro salas de treinamento, está montada no estacionamento do Atacadão, em Cajazeiras. Durante esses quatro dias, os empreendedores formais e informais da região recebem orientações sobre linhas de crédito, plano de negócios, impostos e tributos, e acesso a mercado, além de informações sobre o Empreendedor Individual (EI), através de palestras e consultorias.
"Só no primeiro dia tivemos 50 cadastros no EI, e a expectativa é que esse número chegue a 300, no final dos trabalhos", afirma a analista do Sebrae, Idimara Dantas. Ela diz ainda que a escolha por Cajazeiras deveu-se à grande quantidade de negócios e o alto número de habitantes no bairro. "Esse projeto chegou na hora certa, pois aqui tem vários micro empresários e eles estavam carentes desse trabalho de capacitação", diz. Idimara destaca, também, que essa oficina tem ênfase no EI e na formação dos cinco núcleos setoriais, formados por 20 empresas, cada um, e que o objetivo principal do projeto é fortalecer o segmento de micro e pequenas empresas (MPE) nos bairros populosos de Salvador, e contribuir para a sustentabilidade e competitividade.
A empresária Nívea Lima, 28, aprovou a palestra intitulada Como ser um empreendedor de sucesso. Ela possui uma loja de materiais de construção há cinco anos e pretende inaugurar outra. "Esse tipo de evento é um incentivo para a gente entender que ter um negócio não é só abrir e pronto. Temos que buscar informações, recursos e nos aprimorarmos, principalmente na
questão da competitividade, para não ficarmos para trás", destacou. O palestrante e consultor do Sebrae, Kleber Bastos, acredita que a principal virtude do empreendedor de hoje é buscar sempre o crescimento, através de informação. "Eles são inquietos, assumem dificuldades, correm riscos calculados e querem inovação, mas em alguns casos, como esse, é preciso que a educação chegue até esse público, que é o nosso papel levar", aponta.
Após Itapuã e Cajazeiras, o Projeto Bairros Empreendedores ainda vai passar por Liberdade, Itapagipe, Cabula, Pau Miúdo, Pau da Lima, Paripe, Pernambués e Brotas. As ações do projeto estão previstas até 2012. Além das Oficinas do Empreendedor, que prosseguem até 31 de julho, consultores do Sebrae estarão nos bairros oferecendo todas as orientações necessárias para os empresários. A iniciativa conta com a parceria do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e associações de moradores e de empresários locais. As inscrições para participar das oficinas são gratuitas.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

empresas baianas participam de evento do mercado calçadista

Calçados, Lady Dan e Restaura Shots, de Santo Antônio de Jesus; Estação dos Pés, de Nazaré; e Leve Calçados, de Amargosa. Essas são as cinco empresas baianas que estão participando, com apoio do Sebrae Bahia, da 10ª Rodada Nacional e Internacional de Negócios da Moda Calçadista de São João Batista, em Santa Catarina. O evento, que conta com 90 expositores da região, além de São Paulo e Rio Grande do Sul, começou nesta quarta-feira (26) e termina sexta-feira (28).
Devem passar pelo lugar, durante os três dias, cerca de 2 mil lojistas de todo o Brasil, além de importadores da Europa e América do Sul, comercializando, aproximadamente, 1 milhão de pares de calçados.
Mateus Ataíde, proprietário da Leve Calçados, que trabalha há oito anos com calçados infantis, masculinos e femininos, acha que participar de um evento como esse pode refletir em vantagem também para o consumidor final. “Vou conseguir mais variedade, fazendo uma comparação entre fornecedores e analisando os melhores custos e prazos e, através dessa condição, repassar esse benefício ao meu cliente, reduzindo o preço final”, explica. Além disso, Ataíde destaca a importância de se conhecer também as fábricas. “Vamos compreender melhor o processo de produção e como são feitos os nossos pedidos”.
Os expositores da 10ª Rodada de Negócios da Moda Calçadista apresentam os produtos da coleção primavera-verão 2010-2011. “São fabricantes menores que, estrategicamente, antecipam a coleção e expõem seus produtos a lojistas de todo o país, além de trocar informações sobre as tendências do segmento”, afirma o coordenador do evento, Rosenildo Amorim. Ele acredita que é uma oportunidade de se fechar bons negócios a preços menores. “É uma chance de impulsionar as vendas e aquecer o mercado calçadista no Brasil. E, também, uma garantia para esses lojistas de colocarem o produto na vitrine na época certa, já que eles vão sair na frente”, destaca.
Uma das expositoras, a proprietária da Kalua Calçados, Adriana Puel, acha que a rodada de negócios deixa o lojista antenado sobre as possibilidades do segmento. A empresa fica em Santa Catarina e tem foco nos calçados femininos. “A grande novidade são produtos com uso de cordas, linho e couro vegetal, remetendo ao naturalismo e bem-estar, que é uma tendência”, aponta Puel. A 10ª Rodada de Negócios da Moda Calçadista é promovida pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (SINCASJB), em parceria com o Sebrae, prefeitura local e governo do Estado.
Projeto – Essa ação do Sebrae Bahia de levar empresários baianos do segmento a esse evento em Santa Catarina faz parte do Projeto de Calçados e Acessórios da unidade regional Santo Antônio de Jesus. “É uma oportunidade para os empresários baianos conhecerem outros mercados e desenvolver novas relações com fornecedores”, afirma o gestor de projetos do Sebrae, Carlos Henrique. Além disso, o projeto desenvolve outras ações, como cursos de comunicação e liderança; consultorias e capacitações para melhoria do atendimento empresarial; desenvolvimento de planos de marketing e campanha da assistência técnica de calçados.