quarta-feira, 1 de julho de 2009

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A repórter Cecília Santos, do jornal O Estado, de Palmas (TO), simplesmente “copiou e colou” uma crítica sobre o filme Transformers 2, escrita por Marcelo Hessel, no site Omelete. O artigo, que foi ao ar originalmente no dia 19/06, foi literalmente copiado e publicado pelo diário tocantinense no dia 25/06.
A única contribuição ao texto feita por Cecília foi a última frase, provavelmente para ocupar todo o espaço disponível para a matéria. O resto está publicado na íntegra, sem tirar nem pôr. Além da cópia, a repórter ainda assina o texto.
Marcelo Hessel diz que não deu, em nenhum momento, autorização para que o texto fosse reproduzido e que está avaliando a possibilidade de ingressar com uma ação contra o veículo e a jornalista. Afirma ainda que, pelo site do jornal tocantinense é possível ver que outros textos foram plagiados. "Nas edições digitais você vê que houve mais plágios. Desde maio, o Omelete foi plagiado umas quatro ou cinco vezes", afirma Hessel.
Em sua defesa, Cecília explica que houve um erro na diagramação, que não colocou os créditos para o Omelete. "Eu não quis levar o crédito por uma crítica que eu não escrevi", diz a jornalista.
Constrangido com a situação, o editor de O Estado, Antônio Téo, informa que irá publicar uma retratação na capa do caderno de Cultura da próxima quinta-feira (02/07) e pede desculpas aos leitores do jornal e para Hessel, autor da matéria.
“É uma situação chata. Eu nunca vi isso acontecer aqui no jornal. É um plágio, um roubo intelectual. Eu peço desculpas aos leitores e ao jornalista que escreveu a matéria. Não tenho o que falar. A gente não se sentiria cômodo de ter alguém copiando o nosso material”, diz.
Téo lamenta o acontecido e acredita que Cecília pode ter errado pela inexperiência. Ela se formou em jornalismo recentemente. De acordo com o editor, a jornalista “tem um bom texto e é muito criativa”.
“Ela é muito nova, mas não pode fazer coisa errada. Agora tem que reconhecer o erro e tentar não errar mais. Espero que isso não reflita na carreira dela”, afirma.
Segundo o editor, numa situação como essa, perdem todos. O jornalista que escreveu o artigo, que tem o seu material roubado; a jornalista que copiou, que coloca uma mancha em sua carreira; e o jornal, que tem a credibilidade posta em xeque.
“Isso é muito ruim porque o jornal vive de credibilidade. Mas não só a credibilidade do jornal é posta em xeque, como a de todos os textos que ela já escreveu”, conclui Téo.


P.S.: texto de Sérgio Matsuura

4 comentários:

Rogério disse...

É o vício dos tempos de faculdade...rs
Claro que isso não deve ocorrer com nenhum tipo de profissional.

Alder disse...

Tem muitos desses fatos q a gente nem sonhar mas acontece direto kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Daniel disse...

Ãh???
Esse bicho é doidão!!!
Fala coisa com coisa
rsrsrsrsrs...

Renata(irmã) disse...

Realmente ficou desagradável, pois copiar traduz o inverso do que falaram dela, como criativa e escrever bons textos.Provavelmente,neste dia, a mente estava de "folga".