segunda-feira, 27 de setembro de 2010

cooperativa baiana desenvolve redes sociais personalizadas

Com cinco anos de atuação em Salvador com softwares livres para o desenvolvimento de soluções para a Internet, especificamente mídias sociais, a Cooperativa de Tecnologias Livres (Colivre) faz um trabalho diferenciado de personalização de redes. Através do Noosfero, a primeira plataforma web livre desenvolvida para redes sociais, qualquer empresa do Brasil e do mundo, pode criar uma rede social personalizada, preterindo as massificadas como Orkut e Facebook, por exemplo. “A diferença é que no ambiente personalizado você tem acesso a banco de dados e autonomia sobre a mídia gerada lá”, afirma o vice-presidente da empresa, Vicente Aguiar.

Esse foi um dos assuntos discutidos na abertura do 1º Congresso Brasileiro de Softwares: Teoria e Prática (CBSoft.2010). O evento, cujo objetivo principal é disseminar as pesquisas em sistemas de software que são realizadas em todo o país, começou nesta segunda-feira (27), no Bahia Othon Palace Hotel, em Ondina, e vai até a próxima sexta-feira (1). De acordo com a organização do encontro, são esperadas cerca de 800 pessoas durante os cinco dias, entre pesquisadores, estudantes e representantes da indústria. “A novidade desse ano foi justamente inserirmos a representação industrial, pois precisava haver essa junção com a discussão teórica”, destacou a vice-coordenadora do CBSoft.2010, Vaninha Vieira.


Para Vaninha, as empresas brasileiras, sejam governamentais ou privadas, precisam atentar para a importância e benefícios do software livre. “Isso existe no mundo inteiro e o Brasil também precisa adotar como padrão nas suas organizações”, alertou. Uma questão relevante que a vice-coordenadora levantou, voltado ao universo das empresas, foi a redução de custos que a implantação do software livre traz. “Um sistema operacional como o Linux, por exemplo, diminui os investimentos com pacotes pagos, que são caros, e também evita a pirataria, que ainda ocorre muito no mundo corporativo”, resume.


O evento, cuja próxima edição será no estado de São Paulo, em 2011, terá palestras de convidados nacionais, como o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa), Eduardo Almeida; e internacionais, como o professor do Departamento de Computação do Imperial College London (Reino Unido), Alexander L. Wolf. O congresso é realizado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), e organizado pela UFBa, através do Laboratório de Engenharia de Software (LES), com patrocínio do Sebrae
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

bahia tem potencial para explorar viagens de incentivo

Sensibilizar o empresariado baiano quanto às vantagens e pré-requisitos para a implementação e fortalecimento do turismo de incentivo na Bahia. Esse foi o objetivo principal do Café com Turismo, evento que aconteceu durante a manhã desta sexta-feira (24), na sala Gregório de Matos, no hotel Pestana Bahia, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O encontro, que reuniu mais de 100 pessoas, entre empresários do trade turístico baiano, entidades de classe e representantes do poder público, foi realizado pelo Sebrae em parceria com o Convention Bureau Salvador e Litoral Norte da Bahia, com apoio da Câmara Baía de Todos os Santos (BTS).

Para o palestrante e diretor-presidente da IT MICE Travel Solutions, Ibrahim Tahtouh, a Bahia tem alto potencial para ser explorada como destino de viagens de incentivo, mas os operadores locais devem atentar para detalhes importantes. “Para evitar verdadeiros desastres, é preciso sensibilidade e analisar bem o grupo de viagem, desde sua origem, até profissões e graus hierárquicos”, destacou. Outro fator relevante que Tahtouh lembrou foi a necessidade de ser criativo. “Eles querem sentir um ‘gostinho diferente’. Nossa função é criar a estrutura para isso, seja onde for, e os baianos têm a graça e o jeito certo de fazer”, apontou.


Presente ao evento, o diretor da Lilás Turismo, Jean Paul Gonze, acha que a iniciativa serviu como estímulo para os empresários que desconhecem a importância do turismo de incentivo. “Foi bom para esclarecer sobre as boas práticas para se executar uma boa viagem de incentivo e fortalecer a imagem da Bahia”, disse. A empresa, que está situada em Salvador, atua há 25 anos na área. Já a técnica da Bahiatursa, Conceição Carneiro, acredita que trazer grupos de fora “gera receita para o Estado e todo mundo ganha: os hotéis, os agentes, os comerciantes e o próprio governo”.


O consultor do Sebrae, Fernando Amaral, explicou o que significa viagens de incentivo. “É uma premiação que grandes empresas dão a funcionários que superam metas e objetivos, promovendo viagens a grupos selecionados, servindo como estímulo profissional”, detalhou. E completou. “São ações que ratificam o conhecimento dos profissionais para fazerem troca de experiências”, concluiu. A 5ª edição do Café com Turismo será no dia 29/10.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

propaganda digital reduz custos para empresário

Nos últimos seis meses, o diretor comercial da Pé Feito, Moacir Viana Júnior, notou uma diminuição nos investimentos da empresa, que presta serviços na área de podologia em Feira de Santana, na divulgação da marca e serviços. “Trocamos a veiculação em uma rádio local e a panfletagem, pela divulgação no serviço de link patrocinado do Google”, afirma. E Moacir revela que a diferença na economia e no resultado foi relevante. “Na rádio, pagamos R$ 400 por um mês, apenas aos sábados, e somente uma pessoa nos procurou. Na Internet, gastamos R$ 40 por 20 dias corridos e 120 pessoas vieram até a loja”, diz.

Esse é um dos assuntos a serem discutidos durante o Ciclo MPE.net, que acontece durante toda essa quinta-feira (23), no Teatro dos Correios, no bairro da Pituba, em Salvador. O objetivo principal dos seminários é difundir informações e conhecimento estratégico sobre a inclusão das micro e pequenas empresas no comércio eletrônico, visando o desenvolvimento do mercado nacional e a geração de oportunidades de negócios. Cerca de 250 pessoas, entre empresários e estudantes, compareceram à abertura do evento, realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, com patrocínio do Sebrae e dos Correios.


O analista do Sebrae, Michelangelo Alves, falou sobre as vantagens e benefícios da Bolsa de Negócios, serviço gratuito disponibilizado aos empresários através da Internet (
www.bolsa.sebrae.com.br). “É uma vitrine eletrônica, onde o empresário anuncia seus produtos e serviços e o próprio sistema faz o cruzamento de interesses e negócios entre eles”, explica. Alves apresentou também dados sobre o aumento de empresas que buscam o serviço pelo país. No Brasil, esses números já chegam a 12 mil cadastros, contra 10.974 registrados em março de 2010. No Nordeste, cerca de dois mil empresários ingressaram, sendo que 1/3 desse total pertence à Bahia.

Dentre os temas discutidos durante os seminários, está a questão dos registros de domínio, provedor de serviços de pagamento, gestão de riscos e vendas com cartão de crédito, publicidade on-line e logística global para o e-commerce. De acordo com o coordenador de Negócios dos Correios, José dos Santos Neto, as compras pela Internet, que representavam 4,9% dos pedidos dos Correios, em 2007, passaram a 7,5%, em 2009. “A facilidade e aumento do acesso das pessoas à rede mundial de computadores fazem do comércio eletrônico uma tendência em franca expansão”, disse.


O analista da VeriSign, empresa que opera serviços de infraestrutura de Internet, Alexandre Giglio, destacou a importância de potencializar e fortalecer a marca de uma empresa no mundo virtual. “Mesmo que não seja uma loja on-line, estar na rede é fundamental, visto que só no Brasil, de acordo com dados da Webshoppers, de 2009, existem 15 milhões de e-consumidores”, revelou. Para o coordenador da Unidade Regional Salvador do Sebrae, Richard Alves, o evento é fundamental “pois o e-commerce já é uma realidade das micro e pequenas empresas que conseguem vislumbrar essa visão estratégica”. A 8ª edição dos seminários será em Uberaba, Minas Gerais, no dia 07/10. Outras informações através do site
www.ciclo-mpe.net.

domingo, 19 de setembro de 2010

vedacit marca presença na 7ª ficons

Presente em todas as edições anteriores, a Vedacit participou mais uma vez da Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção (Ficons). Durante o evento, que aconteceu de 14 a 18 de setembro no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife, a Vedacit distribuiu manuais técnicos e sanou dúvidas do público sobre a aplicação de alguns dos seus 144 produtos.
De acordo com o gerente de vendas da Vedacit, Marcelo Bastos, apesar de não haver negociação direta na feira, o resultado foi satisfatório. “Recebemos nossos amigos, que são nossos clientes, e a quem devemos o sucesso da empresa. É uma maneira de agradecê-los pela escolha dos produtos Vedacit”, disse.

De acordo com Bastos, passaram pelo stand da Vedacit, que teve a presença do diretor da empresa, Alexandre Baumgart, arquitetos, engenheiros, lojistas e estudantes, assim como diversos profissionais ligados à construção civil. Em 2011, a Vedacit vai participar da Feira Construir Bahia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

micro e pequenas empresas alavancam economia baiana

Em 2009, 71% dos empregos gerados na Bahia foram oriundos das micro e pequenas empresas. E apenas no primeiro trimestre de 2010 esses números já chegam a 60%. Tais dados, de acordo com o superintendente do Sebrae Bahia, Edival Passos, apontam para a importância desse segmento para o crescimento econômico do Estado e do Brasil.“Esse novo ciclo de desenvolvimento do país abre um horizonte fantástico para os empreendimentos nas áreas de indústria, comércio, serviços e agronegócios”, afirmou.

Ele participou da abertura do VI Encontro de Economia Baiana nesta quinta-feira (16), no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador. O evento, cujo tema central é Brasil e Bahia na nova configuração da economia mundial acontece até esta sexta-feira (17). Cerca de 600 pessoas, entre estudantes, economistas e representantes de empresas públicas e privadas, assistiram à abertura do encontro organizado pela Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Desenbahia e do Departamento de Mestrado do curso de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFba), com o patrocínio do Sebrae.

Para o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Antonio Barros de Castro, “o Brasil entrou muito bem na crise e continua muito bem, pois ele não tinha nenhum dos problemas originários dela”. Castro ministrou uma palestra sobre o tema central do congresso, onde falou também sobre a consolidação do mercado de massas na economia mundial e o comércio Brasil-China.

O presidente da Desenbahia, Luiz Petitinga, acredita que o evento vem se tornando referência como uma possibilidade de reflexão entre academia, governo e empresas sobre o assunto. “É uma oportunidade de formação de políticas públicas para o fomento e desenvolvimento da competitividade e inovação nas empresas”, afirma. Para Petitinga, as micro e pequenas empresas devem se beneficiar dessa articulação com a economia chinesa. “À medida que temos grandes investimentos, os fornecedores de produtos e serviços diretos e indiretos mostram sua real importância”, conclui.

Durante os dois dias de evento serão apresentados e discutidos 30 trabalhos, entre as 12 mesas redondas. A programação do encontro é ampla, mas há uma preocupação em discutir itens relacionados à economia regional, o que inclui temas como Concentração do emprego industrial no período 1994-2005: evidências para os municípios do Brasil; e Desenvolvimento Regional e Aglomerações Produtivas na Bahia: uma visão a partir do emprego e dos territórios de identidade.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

anamaco confere dois prêmios à vedacit

Primeiro lugar em impermeabilizantes e em mantas asfálticas. Esses foram os prêmios que a Vedacit recebeu na 19ª edição do Prêmio da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O evento, que aconteceu no dia 3 de agosto de 2010, na Via Funchal, em São Paulo, teve o objetivo de valorizar as indústrias que se destacaram no ano de 2009 em diversas categorias da área de materiais de construção.
A cerimônia reuniu cerca de 2.000 presentes, entre representantes das principais indústrias da construção civil do Brasil, além de lojistas, autoridades políticas e entidades que representam o setor. A Vedacit foi representada pelos gerentes de vendas da regional São Paulo, João Roberto Ximenes, e da regional Nordeste, Marcelo Bastos.

“A premiação demonstra que estamos no caminho certo, pois é o reconhecimento da participação da Vedacit nos pontos de vendas nas lojas de material construção, demonstrando a clara escolha dos nossos clientes pelos produtos da nossa empresa”, afirma Bastos.

O prêmio Anamaco tem como base o resultado de uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência nas lojas de material de construção em todo o Brasil. A partir daí são escolhidas as indústrias que mais se destacaram em 56 categorias, e que são homenageadas. Mais informações sobre o prêmio podem ser encontradas no site: www.anamaco.com.br.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

gastos com correção de infiltrações chegam a 30% do valor da obra

Goteiras, vazamentos, infiltrações. O inverno na capital baiana vem trazendo muitas chuvas e esses são os maiores problemas causados nas construções pela grande quantidade de água que cai na cidade. Para quem foi surpreendido e quer se proteger é hora de evitar prejuízos futuros, e focar na importância da impermeabilização.
Em geral, os cuidados mais importantes estão na fundação/alicerce (devido à umidade contida no solo), paredes externas e lajes. “Se gasta 3% do valor da obra com impermeabilização, quando é feito o trabalho de prevenção. Se for agir com correção, esse valor vai de cinco a 10 vezes mais”, destaca o gerente de vendas da Vedacit, Marcelo Bastos.
Quando a infiltração já está instalada, algumas soluções podem ser adotadas com sucesso, contanto que sejam implementadas por empresas e profissionais preparados para isso. “Em paredes, geralmente é necessário retirar o revestimento para aplicar o impermeabilizante diretamente sobre a alvenaria. Os produtos feitos para aplicação por cima da patologia não solucionam, pois eles estão sobre uma base deficiente e ainda sofrem a ação de sol e chuva e, por isso, duram pouco tempo”, explica Bastos.

Outro fator relevante que as infiltrações podem causar são os problemas de saúde. “Elas podem causar doenças respiratórias como rinite, sinusite e alergias, em função dos fungos e bactérias”, destaca Bastos. Se o morador notar que alguns desses sintomas estão acontecendo em sua casa é sinal de que as paredes não estavam bem protegidas contra batidas de chuva. Por fim, Marcelo Bastos explica que o ideal mesmo, nessas circunstâncias, é prevenir e impermeabilizar as áreas que ficarão em contato com a água desde a construção da residência.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

para debate...


Recebi esse texto por email como sendo de autoria da jornalista baiana Rosana Jatobá, que trabalha na TV Globo. Verdade ou não, vale a pena a reflexão.

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos. Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!

- Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

- Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

- A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?

- Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.

- Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.

- Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar...

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "cabeça chata", outra denominação usada no sudeste para quem nasce no nordeste. Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

- O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:"O teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor, mas como a cor não pega, mulata, mulata, eu quero o teu amor"."É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala. O cronista Rubem Alves publicou na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo). Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém". Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social! E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque! Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia... Gosto muito do provérbio bíblico, legado do cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". Invoco também a doutrina da física quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano. A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o princípio da igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque, em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

- Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

- Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

seminários estimulam central de negócios no trade turístico

“É preciso quebrar esse paradigma de querer ganhar dinheiro sozinho, até porque o turismo não é área para quem deseja seguir carreira-solo”. Em tom de brincadeira, mas falando sério, o consultor do Sebrae, Fernando Amaral, destacou o tema principal do seminário Cooperar para Competir: constituir e operacionalizar uma Central de Negócios, possibilitando aos empresários do ramo aumentarem o faturamento em parceria com os concorrentes.
O evento, que faz parte do projeto de Qualificação do Turismo em Salvador e Entorno, vai acontecer de 12 a 22 de julho, em Cachoeira, Itaparica, Vera Cruz, Salvador, Imbassaí, Praia do Forte, Arembepe e Lauro de Freitas. A estimativa é que sejam beneficiados, aproximadamente, 600 participantes, entre empresários e profissionais autônomos, cuja maioria integra o Clube da Excelência.
As palestras para as 12 turmas serão proferidas pelos consultores do Sebrae, Dilton Filho, Nelma Fidelis e Tiago Valois. De acordo com Valois é fundamental que os empresários compreendam a importância do trabalho em conjunto. “É preciso unir forças para trazer o turista ao destino desejado, e, atuando de forma coletiva, reduzir custos, através do rateio de despesas, e aumentar a penetração no mercado”, destaca.
O seminário é uma realização do Sebrae Bahia em parceria com a Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur), Ministério do Turismo (MTur), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

terça-feira, 6 de julho de 2010

tabuleiros de baianas de acarajé vão ganhar novos toldos

Através de um concurso de ideias que será lançando até o final de julho pela Empresa de Turismo da Bahia (Bahiatursa). Dessa forma, serão produzidos, aproximadamente, as estampas dos 2 mil novos toldos dos tabuleiros das baianas de acarajé de Salvador e de 13 zonas turísticas da Bahia. A entrega dos materiais será feita em eventos nos 10 maiores aeroportos do país, justamente, em 25 de novembro, data em que se comemora, há 20 anos, o Dia da Baiana de Acarajé.
A iniciativa, uma parceria entre a Secretaria de Turismo (Setur) e Sebrae, foi lançada durante reunião na manhã desta terça-feira (6), na sede da Setur, no Caminho das Árvores. Estiveram presentes ao encontro, a presidente da Bahiatursa, Emília Maria Silva, o secretário de Turismo, Antonio Carlos Tramm, o supervisor de Economia Criativa do Sebrae, José Élio Souza, e a presidente da Associação das Baianas de Acarajé da Bahia, Rita Santos.
“Tudo o que é feito para melhorar o ego, a autoestima e dar visibilidade às baianas, é bem vindo”, afirmou Rita. A presidente da Bahiatursa, Emília Maria Silva, fez questão de destacar que o trabalho de criação dos novos toldos não deve obedecer a uma padronização, e que terá motivações distintas para cada região. “Para as que trabalham no Centro Histórico, por exemplo, o produto deve ter motivos afros, mas para quem está nas praias, nos bairros, ou no interior, serão outros temas”, destacou.
O secretário de Turismo, Antonio Carlos Tramm, aproveitou para valorizar as baianas de acarajé. “Assim como o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, e o Pelourinho, elas são um dos maiores cartões postais que nós temos”, apontou. E Tramm completou. “Quando o turista chega, ele quer logo tirar uma foto com as baianas, por isso esse trabalho na cobertura dos seus tabuleiros, já que elas são um símbolo da Bahia”.
Para o supervisor do Sebrae, José Élio, essa ação será “uma forma de valorizar e beneficiar as baianas locais”. Ainda de acordo com Élio, o Sebrae vai coordenar um seminário sobre ações de gestão e capacitação para as baianas de acarajé no próprio dia 25/11.