quarta-feira, 4 de agosto de 2010

anamaco confere dois prêmios à vedacit

Primeiro lugar em impermeabilizantes e em mantas asfálticas. Esses foram os prêmios que a Vedacit recebeu na 19ª edição do Prêmio da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O evento, que aconteceu no dia 3 de agosto de 2010, na Via Funchal, em São Paulo, teve o objetivo de valorizar as indústrias que se destacaram no ano de 2009 em diversas categorias da área de materiais de construção.
A cerimônia reuniu cerca de 2.000 presentes, entre representantes das principais indústrias da construção civil do Brasil, além de lojistas, autoridades políticas e entidades que representam o setor. A Vedacit foi representada pelos gerentes de vendas da regional São Paulo, João Roberto Ximenes, e da regional Nordeste, Marcelo Bastos.

“A premiação demonstra que estamos no caminho certo, pois é o reconhecimento da participação da Vedacit nos pontos de vendas nas lojas de material construção, demonstrando a clara escolha dos nossos clientes pelos produtos da nossa empresa”, afirma Bastos.

O prêmio Anamaco tem como base o resultado de uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência nas lojas de material de construção em todo o Brasil. A partir daí são escolhidas as indústrias que mais se destacaram em 56 categorias, e que são homenageadas. Mais informações sobre o prêmio podem ser encontradas no site: www.anamaco.com.br.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

gastos com correção de infiltrações chegam a 30% do valor da obra

Goteiras, vazamentos, infiltrações. O inverno na capital baiana vem trazendo muitas chuvas e esses são os maiores problemas causados nas construções pela grande quantidade de água que cai na cidade. Para quem foi surpreendido e quer se proteger é hora de evitar prejuízos futuros, e focar na importância da impermeabilização.
Em geral, os cuidados mais importantes estão na fundação/alicerce (devido à umidade contida no solo), paredes externas e lajes. “Se gasta 3% do valor da obra com impermeabilização, quando é feito o trabalho de prevenção. Se for agir com correção, esse valor vai de cinco a 10 vezes mais”, destaca o gerente de vendas da Vedacit, Marcelo Bastos.
Quando a infiltração já está instalada, algumas soluções podem ser adotadas com sucesso, contanto que sejam implementadas por empresas e profissionais preparados para isso. “Em paredes, geralmente é necessário retirar o revestimento para aplicar o impermeabilizante diretamente sobre a alvenaria. Os produtos feitos para aplicação por cima da patologia não solucionam, pois eles estão sobre uma base deficiente e ainda sofrem a ação de sol e chuva e, por isso, duram pouco tempo”, explica Bastos.

Outro fator relevante que as infiltrações podem causar são os problemas de saúde. “Elas podem causar doenças respiratórias como rinite, sinusite e alergias, em função dos fungos e bactérias”, destaca Bastos. Se o morador notar que alguns desses sintomas estão acontecendo em sua casa é sinal de que as paredes não estavam bem protegidas contra batidas de chuva. Por fim, Marcelo Bastos explica que o ideal mesmo, nessas circunstâncias, é prevenir e impermeabilizar as áreas que ficarão em contato com a água desde a construção da residência.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

para debate...


Recebi esse texto por email como sendo de autoria da jornalista baiana Rosana Jatobá, que trabalha na TV Globo. Verdade ou não, vale a pena a reflexão.

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos. Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!

- Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

- Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

- A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?

- Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.

- Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.

- Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar...

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "cabeça chata", outra denominação usada no sudeste para quem nasce no nordeste. Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

- O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:"O teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor, mas como a cor não pega, mulata, mulata, eu quero o teu amor"."É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala. O cronista Rubem Alves publicou na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo). Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém". Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social! E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque! Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia... Gosto muito do provérbio bíblico, legado do cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". Invoco também a doutrina da física quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano. A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o princípio da igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque, em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

- Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

- Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

seminários estimulam central de negócios no trade turístico

“É preciso quebrar esse paradigma de querer ganhar dinheiro sozinho, até porque o turismo não é área para quem deseja seguir carreira-solo”. Em tom de brincadeira, mas falando sério, o consultor do Sebrae, Fernando Amaral, destacou o tema principal do seminário Cooperar para Competir: constituir e operacionalizar uma Central de Negócios, possibilitando aos empresários do ramo aumentarem o faturamento em parceria com os concorrentes.
O evento, que faz parte do projeto de Qualificação do Turismo em Salvador e Entorno, vai acontecer de 12 a 22 de julho, em Cachoeira, Itaparica, Vera Cruz, Salvador, Imbassaí, Praia do Forte, Arembepe e Lauro de Freitas. A estimativa é que sejam beneficiados, aproximadamente, 600 participantes, entre empresários e profissionais autônomos, cuja maioria integra o Clube da Excelência.
As palestras para as 12 turmas serão proferidas pelos consultores do Sebrae, Dilton Filho, Nelma Fidelis e Tiago Valois. De acordo com Valois é fundamental que os empresários compreendam a importância do trabalho em conjunto. “É preciso unir forças para trazer o turista ao destino desejado, e, atuando de forma coletiva, reduzir custos, através do rateio de despesas, e aumentar a penetração no mercado”, destaca.
O seminário é uma realização do Sebrae Bahia em parceria com a Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur), Ministério do Turismo (MTur), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

terça-feira, 6 de julho de 2010

tabuleiros de baianas de acarajé vão ganhar novos toldos

Através de um concurso de ideias que será lançando até o final de julho pela Empresa de Turismo da Bahia (Bahiatursa). Dessa forma, serão produzidos, aproximadamente, as estampas dos 2 mil novos toldos dos tabuleiros das baianas de acarajé de Salvador e de 13 zonas turísticas da Bahia. A entrega dos materiais será feita em eventos nos 10 maiores aeroportos do país, justamente, em 25 de novembro, data em que se comemora, há 20 anos, o Dia da Baiana de Acarajé.
A iniciativa, uma parceria entre a Secretaria de Turismo (Setur) e Sebrae, foi lançada durante reunião na manhã desta terça-feira (6), na sede da Setur, no Caminho das Árvores. Estiveram presentes ao encontro, a presidente da Bahiatursa, Emília Maria Silva, o secretário de Turismo, Antonio Carlos Tramm, o supervisor de Economia Criativa do Sebrae, José Élio Souza, e a presidente da Associação das Baianas de Acarajé da Bahia, Rita Santos.
“Tudo o que é feito para melhorar o ego, a autoestima e dar visibilidade às baianas, é bem vindo”, afirmou Rita. A presidente da Bahiatursa, Emília Maria Silva, fez questão de destacar que o trabalho de criação dos novos toldos não deve obedecer a uma padronização, e que terá motivações distintas para cada região. “Para as que trabalham no Centro Histórico, por exemplo, o produto deve ter motivos afros, mas para quem está nas praias, nos bairros, ou no interior, serão outros temas”, destacou.
O secretário de Turismo, Antonio Carlos Tramm, aproveitou para valorizar as baianas de acarajé. “Assim como o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, e o Pelourinho, elas são um dos maiores cartões postais que nós temos”, apontou. E Tramm completou. “Quando o turista chega, ele quer logo tirar uma foto com as baianas, por isso esse trabalho na cobertura dos seus tabuleiros, já que elas são um símbolo da Bahia”.
Para o supervisor do Sebrae, José Élio, essa ação será “uma forma de valorizar e beneficiar as baianas locais”. Ainda de acordo com Élio, o Sebrae vai coordenar um seminário sobre ações de gestão e capacitação para as baianas de acarajé no próprio dia 25/11.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

lençóis prevê aquecimento da economia com regulamentação da lei geral

Lençóis, situada na Chapada Diamantina, é a 32ª cidade baiana a implementar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Após a aprovação na Câmara Municipal, o prefeito Marcos Araújo sancionou a legislação nesta quarta-feira (30). Dentre os principais benefícios da lei, Araújo destacou o incentivo à formalização de empreendimentos e geração de empregos. “Isso abre um leque de facilidades para o cidadão que não podia arcar com custos altos, a abrir seu próprio negócio e aquecer a economia local”, disse.
O prefeito também atentou para outro ponto importante. Todas as compras públicas de até R$ 80 mil devem ser realizadas, exclusivamente, pelas micro e pequenas empresas. “É uma possibilidade para a prefeitura comprar na mão deles sem tanta burocracia e inserir esse público com mais força no comércio da região”, afirmou. De acordo com Araújo, a próxima ação da prefeitura, após a sanção da lei, é estimular o cadastro dos trabalhadores no Empreendedor Individual (EI), utilizando os primeiros profissionais que já se formalizaram como exemplo.
Sanção – O número de municípios que aprovaram a Lei Geral está prestes a aumentar. Isso porque mais quatro cidades – Juazeiro, Euclides da Cunha, Uruçuca e Lapão – aguardam apenas a sanção dos prefeitos para se concretizar. “É só o texto chegar à minha mesa para eu assinar”. Com essa afirmação clara e objetiva, o prefeito de Lapão, Hermenilson Carvalho, definiu o que falta para que seja regulamentada a lei no município, após aprovação na Câmara Municipal nesta terça-feira (29). De acordo com Carvalho, existem, aproximadamente, 200 empreendimentos em funcionamento na cidade, e esse foi o motivo principal para a implementação da lei. “É uma forma de estimular e apoiar o comércio local que é formado pelas pequenas empresas”, disse.
Para o prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, “a aprovação dessa lei vai valorizar a economia local e, consequentemente, fortalecer a categoria que estará apta a gerar cada vez mais emprego e renda”. Ele afirmou que falta pouco para a sanção acontecer. “Estamos esperando o encaminhamento pelo Legislativo da lei aprovada, inclusive sem emendas, para que seja feita a análise e posteriormente ela possa ser sancionada”, ponderou.

terça-feira, 29 de junho de 2010

contabilistas discutem regulamentação da lei geral nos municípios baianos

Representantes do governo estadual e municipal, de sindicatos e federações, além de empresários contábeis, participaram do 1º Encontro Estadual Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O evento aconteceu durante a manhã desta terça-feira (29), no auditório Prefeito Lomanto Júnior, na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A iniciativa foi do Sindicato dos Empresários Contábeis (Sescap/BA), em parceria com o Sebrae e Conselho de Contabilidade da Bahia (CRC). O objetivo foi discutir pontos que favoreçam e facilitem a implementação da lei nos municípios baianos.
“O empreendedor individual (EI) que tiver uma boa orientação contábil terá potencial para vir a abrir sua própria empresa no futuro”, afirmou a diretora de eventos do Sindicato das Empresas Contábeis e Serviços do Rio Grande do Norte (Sescon), Patrícia Delgado. Para o presidente da Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Bahia (Femicro), Moacir Vidal, a regulamentação da lei é muito importante, pois as MPE’s são fundamentais na geração de trabalho. “São essas instituições que, muitas vezes, promovem o primeiro emprego de diversas pessoas, e que dão oportunidade a cidadãos com mais de 40 anos e até sem qualificação”, exaltou.
Outra questão debatida durante o encontro foi a falta de conhecimento de muitos prefeitos baianos sobre a lei. “A maioria dos administradores municipais desconhece até hoje quais os mecanismos para regulamentar esta legislação”, disse a presidente do Sescap, Patrícia Jorge. O diretor superintendente do Sebrae Bahia, Edival Passos, foi mais além. “A cabeça dos prefeitos precisa receber um chacoalhamento”, exclamou. E continuou. “É preciso entender que essa é uma lei desenvolvimentista e que representa uma virada de página na história das MPE’s no Brasil”.
Passos também atentou para a necessidade de se mudar a mentalidade do quadro fixo de pessoal dos órgãos públicos. “O servidor do presente tem que se preocupar com o desenvolvimento de seu país, pois apoiar as MPE’s significa apoiar um desenvolvimento includente e com melhor distribuição de renda”, explicou. O próximo passo no sentido de sensibilizar os prefeitos sobre a regulamentação da Lei Geral será um encontro na cidade de Lençóis, no dia 30 de julho. Dos 417 municípios baianos, 31 implementaram a lei e quatro aguardam a sanção dos prefeitos. São eles: Uruçuca, Lençóis, Juazeiro e Lapão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ali pretende inovar 1.200 empresas baianas

Levar soluções de marketing, gestão, tecnologia e inovação para aumentar a competitividade de micro e pequenas empresas baianas dos setores de confecções, oficinas mecânicas, plásticos e cosméticos da região de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Esse é o objetivo principal do projeto Agentes Locais de Inovação (ALI), cujo lançamento acontece na próxima sexta-feira (11).
O evento será às 16h, no auditório Orlando Moscozo, e terá a presença de membros da diretoria, parceiros e dos 24 ALI’s, que são bolsistas recém-formados e passaram por uma capacitação que durou cinco semanas. Para a implantação do projeto, foram investidos cerca de R$ 3 milhões, com recursos do Sebrae Nacional, Sebrae Bahia e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
“É uma oportunidade para as micro e pequenas empresas notarem que o grande diferencial é inovar. É isso que vai torna-las competitivas no mercado”, afirma a coordenadora da Unidade de Inovação Tecnológica do Sebrae Bahia, Marcia Suêde. Ela afirma que a meta de cada agente é mover 50 empresas a aderirem ao projeto no final de dois anos. “Para isso, estima-se que seja necessário sensibilizar 4 mil empresas”, aponta.
Além de inédito na Bahia, outro diferencial do projeto é que ele vai abarcar apenas a empresas que nunca foram atendidas pelo Sebrae ou que esse atendimento já tenha ultrapassado três anos. “A partir daí, o agente vai diagnosticar a empresa, analisar a situação atual, elaborar um plano de ações, e acompanhar a execução das soluções”, diz Suêde. De acordo com a coordenadora, as ações serão executadas por consultores do Sebrae, parceiros e instituições da área de tecnologia.
O diretor de Suporte do Sebrae, Antonio Marcos Lima de Almeida destacou a importância dos ALI’s no processo de mudança e melhoria das MPE’s baianas. "O projeto ALI vai marcar a vida de cada um dos agentes e vai representar uma grande alavancagem das empresas baianas. Lembro a todos os agentes a nossa rica missão de promover o empreendedorismo", destacou.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

oficina conquista empreendedores da península de itapagipe

Três. Esse foi o número de palestras que a micro empreendedora, Alba Mary Valverde, 59, assistiu durante a Oficina do Empreendedor, que acontece, de 8 a 10 de junho, no estacionamento do Mercantil Rodrigues, na região da Calçada. Há 19 anos, ela possui o armarinho Girassol, localizado na Boa Viagem, e se interessou pelas capacitações por notar uma redução na quantidade de clientes na sua loja. “Foi muito bom, pois adquiri mais informações sobre o melhor tratamento ao cliente e ter mais proatividade, porque trabalho sozinha”, afirma.
Alba fez parte dos cerca de 800 empreendedores que atuam na Península de Itapagipe e que participaram das palestras para se informarem mais sobre o Empreendedor Individual (EI), linhas de crédito, plano de negócios, impostos e tributos, acesso a mercado e sobre a própria região em que trabalham. “É um evento importante para despertar a curiosidade no empreendedor itapagipano, que tem características muito peculiares, de buscar inovação e outros conhecimentos administrativos”, afirma a analista do Sebrae, Idimara Dantas.
Com o objetivo de trazer para os empreendedores e para a comunidade em geral, através de informações precisas e confiáveis, um panorama sobre dados socioeconômicos, demográficos e históricos da região, o consultor do Sebrae, Joílson Rodrigues, ministrou a palestra Conheça Melhor Itapagipe. “Eles precisam conhecer bastante o mercado e o lugar em que atuam para oferecer produtos e serviços de maneira estratégica, de modo que os negócios prosperem”, explica.
O proprietário da Rios Materiais de Construção, Edson Damasceno, 36, achou a palestra intitulada Como a micro empresa pode sobreviver em um mundo competitivo, muito interessante para a sua realidade. “Algo que percebi que tem muita ligação com o meu dia-a-dia foi o fato de compreender que o seu concorrente não é seu inimigo”, destaca. E completa. “Pensando sempre no bem do cliente, se não tem algo que ele procura na minha loja, indico a do ‘vizinho’”.
De acordo com Idimara Dantas, essa oficina tem ênfase na formação dos cinco núcleos setoriais, formados por 20 empresas, cada um, e que o objetivo principal do projeto é fortalecer o segmento de micro e pequenas empresas (MPE) nos bairros populosos de Salvador, e contribuir para a sustentabilidade e competitividade. O evento é uma ação do Sebrae Bahia, e faz parte do projeto Bairros Empreendedores, desenvolvido dentro da metodologia de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor).
O Projeto Bairros Empreendedores ainda vai passar por Liberdade, Cabula, Pau Miúdo, Pau da Lima, Paripe, Pernambués e Brotas. As ações estão previstas até 2012. Além das Oficinas do Empreendedor, que prosseguem até 31 de julho, consultores do Sebrae estarão nos bairros oferecendo todas as orientações necessárias para os empresários. A iniciativa conta com a parceria do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e associações de moradores e de empresários locais. As inscrições para participar das oficinas são gratuitas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

negócio a negócio deve beneficiar 50 mil empresas baianas

Atender e prestar orientações, de forma continuada, a pequenos empresários e a empreendedores individuais, se dirigindo até eles. Esse é o grande diferencial do projeto Atendimento Ativo Negócio a Negócio, promovido pelo Sebrae Bahia, e que deve começar, em todo o estado, na segunda quinzena de junho. A meta é atender a 50 mil empresas em todo o estado até o final de 2010.
“Ao invés de o empresário sair do seu bairro e se deslocar até aqui, nós é que vamos até eles prestar esse atendimento”, afirma o coordenador da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Josival Caldas. Para realizar o projeto, os 250 agentes de orientação empresarial foram treinados e capacitados. “Eles vão fazer o diagnóstico, detectar pontos críticos na gestão das empresas, que precisem de orientação para melhorar o desenvolvimento, e voltar ao empresário com propostas de solução”, destaca Caldas.
As MPE’s que serão atendidas devem ter, no máximo, até quatro empregados. “A ideia do projeto é, justamente, trabalhar com esses empreendimentos menores e mais carentes de orientação”, diz a gestora estadual do projeto, Ana Paula Barreto. Para ela, é uma oportunidade para os empresários que tenham alguma dificuldade de gestão, de adquirir conhecimentos novos. “Através das visitas e diagnósticos, os micro empresários terão a chance de ver seus negócios crescerem ainda mais”, afirma.