segunda-feira, 27 de julho de 2009

bidane

É lógico que é um exagero sem tamanho comparar o ícone do futebol francês e mundial, Zinedine Zidane com o bom meia do Vitória, Bida. A primeira vez que ouvi essa junção dos nomes foi na voz de Sílvio Mendes, locutor da rádio Sociedade AM. Achei graça, mas gostei.
O fato é que Bida, por estar com a cabeça voltada para possíveis transferências e ter sido mal escalado em algumas partidas, não estava correspondendo em campo. Mas ele não mudou de time e Carpé está lhe dando chances de jogar mais próximo da posição em que atua melhor: pelo meio. Nos três últimos confrontos do rubro-negro no Campeonato Brasileiro, contra Atlético-MG, Corinthians e Coritiba, ele entrou, sempre no lugar de Willian, que vem caindo de produção. No duelo de ontem (26), contra os paranaenses, sua entrada foi fundamental para a alteração do placar da partida que já estava com aquela "cara de 0x0", o que seria um péssimo resultado. Primeiro, após bela transação com Leandrinho, deu um tapa forte na bola, de primeira, mas a redonda preferiu passar rente à trave esquerda do arqueiro do Coxa, a entrar na meta. Depois, recebeu passe de Apodi na entrada da área, levantou a cabeça, no melhor estilo Zidane, e meteu, com açúcar com afeto, para Leandro Domingues matar no peito e encher o pé. Gol do alívio e da vitória que pode estar devolvendo a categoria e o potente chute de Bida ao time titular.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

você tem medo de quê?

Sinceramente, nem da onda de violência que assola o país, nem de fantasmas e nem da morte. Como diria Gilberto Gil, de morrer, que é diferente, pois ainda pode haver dor ou vontade de mijar, é até aceitável. Mas, excluindo o inevitável ato final, não há o que se temer aqui na Terra. Porém, o time do Vitória entrou em campo ontem (23), contra o Corinthians, em São Paulo, tremendo de medo, devido a presença de Ronaldo. Ainda longe de sua melhor forma física (pelo visto, nunca mais ele vai entrar em boa forma), o ídolo do país do futebol joga mais sem a bola do que com ela nos pés. Os adversários se preocupam mais como que ele pode vir a fazer do que com o que ele faz, de fato. E o que ele vem fazendo, de fato, nas partidas, exceto lances esporádicos, é muitíssimo pouco para amendrontar os marcadores.
A boa, mas imatura zaga do rubro-negro baiano sentiu esse pavor durante 90% do primeiro tempo do jogo de ontem. O gol de Apodi no fim da primeira etapa foi a luz que a equipe precisava para perceber que o Corinthians e Ronaldo são bons, mas não aterrorizantes. Tanto que o comportamento do Vitória no segundo momento da partida foi de encher os olhos. O jovem time baiano colocou a cabeça e o posicionamento no lugar. A partir daí, só atacou e o Corinthians só se defendeu. Menos frouxidão e mais confiança tornaram Felipe o nome mais repetido por Milton Leite (torcedor do Corinthians desde neném!) durante o jogo. Além disso, a má pontaria (novamente) do ataque rubro-negro (leia-se o bom jogador Roger) foi crucial para a manutenção do placar de 2x1 para o time paulista até o fim. Mas o Vitória não vai morrer e o campeonato é longo para desespero.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

câncer de pênis

A Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Pênis, desencadeada esta semana pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), será lançada oficialmente na Bahia nesta sexta-feira (24). O evento será às 11h, no auditório do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), localizado no Centro de Atenção à Saúde Professor José Maria de Magalhães Netto, com o apoio das secretarias estadual e municipal de Saúde.
Na oportunidade, além de ser apresentado o material educativo da campanha, que tem como ‘padrinho’ o ex-jogador de futebol Zico, será proferida palestra sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de pênis, voltada para médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) e agentes comunitários de saúde.
P.S.: texto extraído do site da Agecom

salve a bahia, senhor!

Música Falada. O nome do projeto já diz tudo: entrevista e canções, canções e entrevista. Idealizado pelos apresentadores do programa de rádio Roda Baiana, Fernando Guerreiro, André Simões e Jonga Cunha, o projeto Música Falada chega à sua terceira edição. Após receber nomes como Ivete Sangalo, Saulo Fernandes, Daniela Mercury, Durval Lélis, Carlinhos Brown e o grupo Chiclete com Banana, o trio continua firme com o time de baianos, mas abriu mais o leque, por assim dizer. No próximo dia 04/08, quem sobe ao palco do Teatro Castro Alves (TCA), é a grande cantora Margareth Menezes. Até aí, o time continua ótimo, mas é o mesmo. Só que no dia 01/09 quem dá continuidade à edição de 2009, é o mestre e ex-ministro Gilberto Gil. Um ícone da música brasileira e mundial. E para fechar, a pegada rock e peculiar de Marcelo Nova, no dia 06/10.

era uma vez...

Minha mãe, que em agosto de 2009 faz 10 anos que faleceu, era cliente assídua da cozinheira Dadá. Por aí dá para calcular o tempo que resistiu o restaurante "Varal da Dadá" (exatos 20 anos), no Alto das Pombas, na Federação. Naquela época, era absolutamente natural se deparar com o sorrisão espontâneo da quituteira baiana no próprio restaurante. Ainda não muito famosa, todas as vezes em que fomos lá, Dadá estava presente esbanjando energia positiva.
O fato é que as roupas foram retiradas do quintal. O charmoso e singelo restaurante da Dadá fechou as portas. A violência e o tráfico de drogas, que já dava suas caras no local desde que íamos lá, falou mais alto e espantou a clientela da quituteira. A "negona" foi obrigada a "bater as botas" da matriz, o projeto umbilical da sua rede de restaurantes. Após duas décadas, o Varal desarmou e entra em cena o "Sabores da Dadá", na Pituba, para fazer companhia ao "Sorriso da Dadá", no Pelourinho, que já começa a capengar por motivos óbvios.
A questão é que, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, o bairro da Pituba apresenta mais crimes do que o Alto das Pombas. É lógico que a grande diferença entre os bairros é que a Pituba, de um modo geral, é palco de crimes e o Alto das Pombas é residência de criminosos e traficantes (com muitíssimas excessões, é claro, pois na Pituba também moram larápios!). E o que vinha afastando as pessoas de frequentarem o Varal, é o fato de se depararem com marginais aonde eles se escondem, refugiam e comandam. E não só a violência em si, pois no bairro nobre, os assaltos são mais constantes. E como Dadá conquistou um público de nível socioeconômico elevado, eles, com seus carros, roupas e perfumes de luxo, não eram vistos com bons olhos por certos moradores da região. Eram cada vez mais estranhos no ninho.
A decisão de Dadá pode até gerar polêmica perante "estudiosos" e defensores de enraizamentos banais e também de moradores do bairro, que fingem ser o lugar uma maravilha. Mas eu quero saber quem é que se sentia bem, tranquilo e confortável, levando sua família para almoçar ou jantar em um restaurante situado em um lugar onde traficantes passeiam, em plena luz do dia, com armas em punho?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

o homem do tapinha

Nos bons e saudosos tempos dos babas semanais havia uma figura lendária e sempre indispensável chamada Gilmar. Negro alto e musculoso, apesar de lento, tinha no chute forte sua grande arma aliada à imensa vontade de vencer e espírito de liderança em campo. O certo é que ninguém esquece a maneira como "Jumar" (que é como saía a pronúncia do nome dele) caracterizava aqueles chutinhos mais fracos, desferidos por outros colegas. "Que peteleco", dizia sempre, sem dó, antes mesmo de conferir o resultado do tiro aparentemente despretensioso. Mesmo que terminasse em gol, "Jumar" se irritava de imediato era com a forma pouco viril de bater na redonda.
O atacante Roger, do Vitória, artilheiro do Campeonato Brasileiro com oito gols (ao lado de Val Baiano, do Barueri, e Felipe, do Goiás), seria uma vítima fatal da língua cruel do nosso "xerife". Todos os gols que o matador do time baiano fez, exceto de cabeça e de pênalti, foram com chutes bem borocoxôs, como dizia minha mãe! Não teve um só tento em que Roger pegou firme na bola, em cheio, na veia. Diante do Atlético-MG, ontem (19), no Barradão, o jogo não saiu do 0x0 muito por causa dos tapinhas "chorados" e meio de raspão, disparados por Roger, nas duas ou três chances imperdoáveis que teve. Ele é um bom jogador, usa bem a estatura e tem certa habilidade (deu umas três "tabacas" ontem!), mas precisa treinar, e muito, apesar de goleador do torneio, a forma como pega na bola. Sorte dele não ser "Jumar" o capitão do Vitória, pois iria obrigá-lo também a aprender o outro significado da palavra peteleco!

sábado, 18 de julho de 2009

novo maluco beleza

Famoso por sua inquietude e criatividade sem limites, o multiartista baiano Carlinhos Brown apresenta sua nova (ou nem tanto assim) empreitada: um disco de rock gravado junto com a banda baiana Mar Revolto. Aliás, esse gênero sempre fez parte do mix musical de Brown desde o início da carreira. Ainda com 16 anos, o artista prodígio já fazia parte da extinta trupe de roqueiros. Em setembro deste ano, Brown revive esse momento com o lançamento do disco Carlinhos Brown e Mar Revolto, cuja música de trabalho já está disponível em sua página no MySpace, intitulada Emotionave. Esse CD é só início do brinde aos 30 anos de carreira do detentor das insanidades mais saudáveis no cenário musical brasileiro nos últimos tempos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

eu gosto de opostos

A rivalidade sadia entre Bahia e Vitória, apesar da enorme diferença de nível entre as equipes, promete chegar a um ponto curioso e paradoxal nos próximos dias, fruto da realidade presente nas duas agremiações baianas.
Neste domingo (19), a torcida do rubro-negro, sempre alcunhada de pequena e que não vai estádio, deve quebrar todos os seus recordes este ano e entupir o Barradão. O motivo é óbvio. O Leão, que é o 4º colocado com 20 pontos (e só ficou fora do G4 por uma rodada das 10), pega o Galo mineiro que é o líder com 24, em um jogo chamado de seis pontos. A expectativa é de carga máxima e a Toca transbordando de gente.
Já a aclamada, apaixonada e enorme torcida do tricolor, após passar tanta vergonha e humilhação, quer descontar. É isso mesmo! Dar o troco no time que a castiga sem dó. No jogo contra o Vasco, dia 25/07, já está sendo preparado, através de uma corrente de e-mails na internet e de sites de relacionamento, o movimento Público Zero. A ideia é comover a todos e deixar as arquibancadas de Pituaçu desertas contra a equipe cruzmaltina. Isso é fruto da pífia campanha do Bahia na série B, onde ocupa a simplória 14ª posição. Mudanças de tempos, mudanças de ares. O que era assim, ficou assado. Como rubro-negro convicto, pela janela do quarto ou do carro, eu ando pelo mundo divertindo gente, e vendo doer a fome dos que têm fome.

paraguaio?

Todo ano é a mesma história. Sempre que o Vitória desponta no Campeonato Brasileiro com uma boa campanha, os jornalistas metidos a especializados, são tranquilos ao afirmarem que o time está jogando bem e tal, mas não vai longe. O pior é que até agora, acertaram.
Li recentemente no blog do jornalista Lédio Carmona, do Sportv, por exemplo, que ele considera o rubro-negro baiano um bom time, mas acha que não será campeão, principalmente pelo fato de não possuir elenco que suporte a maratona de 38 jogos do Campeonato Brasileiro. Apesar de se ter uma probabilidade alta, essa opinião é uma incógnita e não uma certeza. Com a ausência dos três defensores de uma só vez, o Leão da Barra vai ter uma prova de fogo no próximo jogo diante do Galo mineiro, quanto a essa questão de o elenco forte e variado ser indispensável para papar o Brasileirão. Morrer na praia outra vez, já enjoou.


quebra-cabeça

Só de olhar para um quebra-cabeça daqueles cheios de peças para encaixar, já dá agonia. Imagine ter que resolver? Pois é, o professor Carpegiani vai ter um prazo curtíssimo para montar um daqueles monstruosos, com mais de mil peças miudinhas. Após o bom resultado (apesar dos pesares, o empate foi um bom resultado, sim!) de ontem (16), à noite, contra o Náutico, em Recife, o Vitória perdeu o seu trio completo de zagueiros para a partida contra o líder Atlético-MG, no Barradão, no próximo domingo (19). Wallace foi expulso, Anderson Martins e Victor Ramos receberam a terceira chapinha amarela. Como Carpé joga no 3-5-2 e só temos 4 beques no plantel, o bicho vai pegar para armar esse time...