sábado, 14 de maio de 2011

esnobismo


É engraçado, mas meu pai me acha esnobe. Há alguns dias, durante um almoço em conversa informal, ele falou isso. Fiquei intrigado com o adjetivo aplicado porque não faço jus a ele. O fato é que ele me destinou essa indevida classificação apenas porque tenho "bom gosto" musical e não paro, sob nenhuma hipótese, por respeito e amor à música, para ouvir neoforrobrega e pagoputaria. Isso não me coloca como esnobe de jeito nenhum. Transito com facilidade em vários universos, converso e me dou bem com a maioria das pessoas, independente de condição financeira, cargo no trabalho, cor da pele, peso e altura. Confesso que fiquei até chateado com a infeliz declaração, porque meu pai é persuasivo e já disseminou isso para as pessoas com as quais ele tem mais convivência. Porém, o que vale mesmo é a consciência, que define o que realmente somos e não a rasa opinião alheia, que apenas supõe e deduz o que, muitas vezes, não somos.

sábado, 7 de maio de 2011

enfim a sós

Bermuda, camiseta e sandálias. Máquina fotográfica pendurada no pescoço. Trancoso ou Chapada Diamantina? Cairo, Atenas ou Roma? Essas são as terríveis dúvidas do caricato trabalhador no seu período de férias. Queria eu estar com essas terríveis dúvidas de destino. Entro de férias a partir de segunda-feira (9) e retorno ao trabalho no dia 8 de junho, 10 dias antes de minha Morena completar seu primeiro ano de vida. E não há nenhuma viagem programada, exceto para as escadas da casa, as torres de cd's, o aparelho de som e a comida de Zé. Esse são os locais preferidos da "malina Morena" (e não é o Cebolinha). Porém, engana-se quem pensa que só por isso não estou feliz com meu recesso (merecido!). Só o fato de ficar muito mais tempo junto da minha princesa já me vale ida e volta com hospedagem gratuita em qualquer desses lugares acima. Geralmente acordo às 5h30. Ela também. E esse, comumente, é nosso único encontro no dia, já que volto por volta de 20h e ela já está dormindo. Salvo raras excessões, meu dia-a-dia com ela é assim. Porém, durante 30 dias vou mudar radicalmente essa rotina, independente do trabalho que dê. Pegar minha filha no colo, cheirá-la, beijá-la, perceber as ações, as reações, as modificações, as evoluções... chamegar! É, eu e ela somos um chamego só! Então, minha férias vão se resumir a isso: estreitar ainda mais meus laços amorosos com minha filha que eu amo demais! Vamos para a Ribeira, Monte Serrat, Ponta de Humaitá, fotografar, sorrir e fazer nosso turismo em Salvador mesmo. E tô muito ansioso e feliz por isso!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

seres humanos

Eu não chego a dizer que odeio seres humanos, seria demais. Seria pessimismo exagerado com o mundo, visto que estes são os seres predominantes e temos que acreditar neles. Mas quando a gente vê mais provas de que muitos da espécie não valem o que há de mais desprezível na face da Terra, como esses três canalhas, ignorantes e repugnantes indivíduos dá muito asco da espécie humana. O pior é que além de todos esses adjetivos citados, eles são extremamente covardes, característica peculiar de seres humanos. Só o homem é dotado de covardia. E esses elementos da imagem fizeram questão de comprovar ao mundo o quanto eles são fracos e frouxos. Mas não valeria a pena eu alimentar a raiva que me toma nessas horas. Não faria bem a mim e nem muito menos ao animal cruelmente torturado na imagem, e que deve estar sentindo uma dor impossível de calcular. Expor essa imagem chocante, além de atestar do que humanos são capazes no esplendor da imbecilidade e maldade gratuita, é a minha contribuição para que se encontre esses crápulas e que se faça justiça a favor dos animais.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

boemia

"Ele voltou, o boêmio voltou novamente". Quando confirmei ontem (3), após visualizar o e-ticket pelo email (já que o bicho mente pra caramba!), que o velho Baú estava de volta à terrinha, me veio logo à cabeça esse trecho da canção de Adelino Moreira, imortalizada na voz de Nelson Gonçalves. Fiquei ainda mais voltado a essa música porque ele retorna justo hoje (4), quando completa 32 anos e já foi falando em "tomar uma!". Aí rodou logo o filme dos nossos bons tempos no Pelourinho (quando estava no auge). Nego Bi é amigo de infância, crescemos todos juntos. Gargalhada fácil, bom humor e prestatividade são as principais caracterísiticas do querido "Beirada" (saudoso Ito). Teve uma época em que só andávamos no Pelourinho, curtindo Wilson Carvalho e Biér, regado a muita cuba libre. O lugar lembrava aqueles ambientes antigos onde as pessoas iam "beber e conversar e esquecer os problemas". Eu, ele, Dério, Simone e Taty era o time que me vem a cabeça nesse longa metragem. É bom que ele volte. É bom ter por perto as pessoas de quem a gente gosta de verdade, da maneira como elas são. Baú é espontâneo, é natural e é querido. Por mim e por meus irmãos, ele é. Ele só está voltando para o lugar de onde não deveria ter saído nunca. Que seja pra ficar. Um bar nos espera!


A volta do boêmio
(Adelino Moreira)


Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria
Me acompanha o meu violão

Boemia, sabendo que andei distante,
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou! O boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente
Por que razão quer voltar?

Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor, você pode partir, não esqueça o seu violão
Vá rever os seus rios, seus montes, cascatas
Vá sonhar em novas serenatas e abraçar seus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais

terça-feira, 3 de maio de 2011

mãe de verdade

Perder um ente querido sempre é um baque. Imagine perder a mãe? A minha, vítima de câncer, deixou a mim e aos meus dois irmãos, quando eu tinha exatos 21 anos, precisamente em 23 de agosto de 1999. Ela tinha 55. Hoje tenho 33. Fazendo as continhas, são 12 anos sem ela. Em 2011 será o 11º Dia das Mães sem ela. Quando uma pessoa que a gente ama morre, após algum tempo a gente se acostuma. Não tem jeito, a vida continua. E tem vezes, por mais cruel que seja, que a gente nem lembra da pessoa. Mas também quando uma pessoa que a gente ama morre, tem momentos em que a gente sente uma falta e uma saudade imensas. Sem condições de mensurar. Às vésperas de mais um Dia das Mães sem ela, senti uma falta profunda dela. Minha mãe criou três filhos sem pai por perto. Três filhos homens e em "escadinha" como diz o povo. Um atrás do outro. Mãe solteira só não trabalhava nas Casas Bahia, mas cumpria seu labor diário com mérito e empenho no Fórum Teixeira de Freitas. Grande mulher e mãe. Viveu para os rebentos. Tudo que estava a seu alcance migrou para os filhinhos, que nunca tiveram o devido reconhecimento. Talvez nunca tenha dito a ela com tanta franqueza, mas a amo, sempre amei minha mãe... muito! Ela não está mais aqui. Não sei se é tarde para dizer isso. Acho que não. Certamente o sentimento, quando verdadeiro, ultrapassa qualquer barreira visual de comunicação. Mais um Dia das Mães sem ela: mãe de verdade!

a canção deles (ou não)

Ele sempre passou aquela imagem de macho "durão" e insensível. Imaturo. Já chegou nos 30 e essa fase traz na bagagem um pouco mais de saber. De filhinho de papai a policial militar muita coisa acontece! Aconteceu. Amizade de infância, menina de coração grande, azuadinha. De volta a Salvador, terra que ama de paixão, veio pra ficar. Voltou em companhia de um anjo. Brigas, confusões e desentendimentos frutos de orgulho, puerilidade e falta de diálogos... talvez amor! Sozinho aqui. Como lidar com essa tal solidão? Mãe já foi há mais de 10 anos, pai nunca teve representatividade. E agora? O vazio talvez traga a realidade de um sentimento, que abarcou grandes "guerreiros" como Lampião, porque não a ele? E por que não a ela? Tem um anjo no meio. Deve haver um resquício de amor.

Mapa-múndi (Thiago Pethit)

Me escreva uma carta sem remetente
Só o necessário e se está contente
Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos
E me pergunte o que será do nosso amor?

Descreva pra mim sua latitude
Que eu tento te achar no mapa-múndi
Ponha um pouco de delicadeza
No que escrever e onde quer que me esqueças
E me pergunte o que será do nosso amor?

Ah, se eu pudesse voltar atrás...

xalaiálaiá

As partidas valendo pelas semifinais do Baianinho 2011, envolvendo Vitória e Bahia, além de manterem "tudo como d'antes no Quartel de Abrantes", isto é, a estúpida supremacia do Leão nos últimos 20 anos, serviram para trazer nova desconstrução à tona: a guerra (sadia, diga-se de passagem) entre as torcidas. Em números absolutos, indiscutivelmente, a do Tricolor ainda é maior, apesar do grande surgimento de novos rubro-negros. O que trago para a pauta é um tema que está indo por terra: o comportamento no estádio. Diz o mito que a do Bahia agita e a do Vitória é quietinha. Diz o mito. Mas mitos estão aí para serem quebrados. Quem presenciou os dois jogos percebeu a diferença grande em ambos os estádios, inclusive em Pituaçu, onde a massa rubro-negra era bem menor, obedecendo à cota. A torcida do Vitória, já há alguns anos, se comporta de maneira muito mais empolgada e animada que a torcida do rival. Porém, nos BAxVi's recentes ficou muito nítida essa diferença. Os rubro-negros engoliram os tricolores no campo e, principalmente, nas arquibancadas. Nota-se até a torcida do Bahia um pouco assustada e acuada, meio sem entender. Afinal, é difícil acostumar-se com novas realidades. A renovação da turma, criativa, exigente e não menos apaixonada, e atenta às tendências, traz esse paradigma para sacudir o futebol baiano. "Sua estrela já era, o meu Leão impera..."

sexta-feira, 29 de abril de 2011

mamãe, quero ser grande

Ainda não começou o São João, mas às vésperas do BAxVI decisivo, que define qual dos rivais vai à final do Baianinho 2011, o clima está quente como as tradicionais fogueiras que adornam a festa junina. Em entrevista ao Jornal Correio* de ontem (28), o goleiro do Vitória, Viáfara, ídolo muito mais por sua personalidade e identificação, do que por suas atuais atuações, afirmou que as estrelinhas acima do escudo do Bahia não significam grandeza. E não significam mesmo. Simbolizam títulos nacionais que o Bahia conseguiu conquistar em épocas que, com a absoluta certeza da morte de todos, jamais se repetirão. O arqueiro lembrou também da falta de respeito que impera no tricolor. Ele tá certo. E tem "peito" pra dizer, friamente. Exceto Ávine, quem mais ali naquele elenco encarna e honra a camisa do Bahia? Como é que um jogador mediano dá um murro na cara de um dirigente inescrupuloso, sai do time, fala um monte de asneira do time adversário na Internet, e é idolatrado pela torcida? Um time grande não fica sete anos seguidos fora do principal campeonato nacional do país. Um time grande não toma 7x0 dentro de casa sob nenhuma possibilidade, como aconteceu com o Bahia em 2003, diante do Cruzeiro, na Fonte Nova. Um time grande não registra marcas negativas históricas, como o Bahia, que há alguns dias levou 5xo do Atlético-PR na Copa do Brasil, sendo o primeiro time do Nordeste a tomar uma surra dessa envergadura na história do torneio. Um time grande não fica 10 anos consecutivos sem conquistar o título estadual, ainda mais quando só tem um adversário à altura. Definitivamente, o Bahia não é grande. O Bahia tem dois títulos nacionais e uma grande (e pouco exigente) torcida... e nada mais. Grandeza é personalidade, estrutura, respeito e visão futurista. O Vitória, fora alguns deslizes provincianos, está no caminho certo. O resultado disso, que é o desejado título em nível nacional, está cada vez mais próximo. Batemos na porta recentemente. Vamos chegar lá e vou viver pra ver!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

produtores culturais baianos aprovam seminário de economia

“Esse evento é uma espécie de provocação aos agentes culturais de que não se pode só esperar pelos poderes públicos para fazer a cultura local se movimentar”. Essa é a opinião do produtor cultural Edson Costa, 52, sobre o Curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo, cuja abertura aconteceu durante a manhã desta segunda-feira (11), no auditório Orlando Moscozo, na sede do Sebrae Bahia, nas Mercês, em Salvador. Para Costa, uma alternativa para os empreendedores culturais acessarem mais o mercado é buscar parcerias. “Grandes empresas chegam às comunidades diariamente através de produtos para revender. Falta uma visão administrativa para negociar com esses empresários da área privada”, afirma. Costa, que atua há mais de 25 anos na área, foi um dos mais de 100 participantes do seminário, entre empreendedores culturais e de setores que fazem interface, como turismo, moda e design, além de gestores públicos e privados que atuam no segmento. Os objetivos principais do encontro foram identificar instrumentos práticos envolvidos no processo de empreendedorismo cultural e examinar o ambiente legal, além de debater os aspectos institucionais sobre o exercício dos direitos culturais no Brasil. O superintendente do Sebrae Bahia, Edival Passos, ressaltou que a cultura, reconhecida como atividade rentável, precisa se quantificar para ser devidamente valorizada. “É preciso dar um passo adiante e aprender a tirar proveito dela como atividade econômica, mas com o cuidado de não mercantilizar e perder a essência”, explicou. Passos revelou que a instituição está apta a capacitar os produtores culturais na questão empreendedora do negócio. “Se é uma atividade econômica, nós vamos contribuir para organizar economicamente quem produz cultura no Estado”, definiu. Também presente ao evento, o superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), Carlos Paiva, afirmou que economia é assunto estratégico na superintendência. “Isso porque a cultura tem grande potencial econômico já que é um setor de matriz limpa e renovável”, destacou. Paiva lembrou ainda as ações da Secult no sentido de mapear e qualificar os profissionais da área. “Através de debates e palestras apresentamos ao trade dados e pesquisas sobre as manifestações populares, além de qualificação, que é indispensável para o desenvolvimento do setor”, disse. Doutorando em Economia do Desenvolvimento, Leandro Valiati, falou aos presentes sobre construir tecnologias e quais as linhas necessárias para a economia da cultura, como a diferença entre valor e preço, por exemplo. “Há diversos bens culturais, de alto valor e representatividade para um povo, que não possuem preço porque não chegam nem a virar um produto. Preço é algo dado pelo mercado, que sofre alterações diversas”, explicou. De acordo com o professor, na economia, o que não se realiza, não existe. “Mas a economia cultural tem condições de produzir tecnologia que permita a dinamização das produções”, apontou. A dançarina e produtora cultural, Maria Juliana Passos, 26, considerou relevante a discussão sobre economia da cultura. “É uma ação válida, pois chama a atenção para a importância de adotarmos cada vez mais uma visão empresarial”, disse. Ela é proprietária da Mazurca Produções, que atua há três anos com montagem de espetáculos de dança contemporânea na capital baiana. Até chegar em Salvador, o Curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo passou por São Paulo, Goiânia e Porto Alegre. Nesta terça-feira (12), é a vez de Manaus receber o seminário, que é uma realização da Garimpo de Soluções e Casa Ethos, com patrocínio do Sebrae Nacional.

sábado, 9 de abril de 2011

triste bahia

Foi realmente engraçado quando minha filha mais velha, Ana Flávia, me contou, abismada e aos risos, que sua avó, Paloma, queria saber se ela ia pular carnaval. A adolescente, com todo aquele sarcasmo da idade, respondeu perguntando: "pular???". A velha, acostumada aos bons tempos da folia de momo, ainda era adepta do verbo que melhor condizia as intenções dos foliões em outros tempos. Sou mais fã do tempo da vovó e já pulei alguns carnavais em Salvador. Mas não há que se estranhar o repúdio e espanto de Ana. Ela tem 13 anos e é dessa pobre geração musical (coitada!) do carnaval. Sempre entendi a folia como festa pra pular mesmo. Até porque as canções nos remetiam a isso: pular, dançar de qualquer jeito, extravasar, esquecer o mundo e externar a alegria. Eram frevos e galopes de levantar até defunto. Fora as chamadas "músicas agitadas", éramos contemplados com belíssimos samba-reggaes que continham verdadeiras aulas de história do Brasil. É óbvio que a canção não é algo estático e sofre influências e modificações. As misturas e incursões com outros ritmos e movimentos musicais são bem-vindas. Sempre serão, desde que somem e agreguem algo ao que já estava plantado. Porém, o que vem acontecendo com o carnaval de Salvador, em termos musicais, é uma verdadeira involução. Suponho que tudo isso seja fruto de um sistema educacional cada vez mais fajuto e sucateado, onde as canções perderam qualquer possibilidade de digestão, se trouxerem algo mais que histórias pitorescas regadas a muita cachaça, amor banal e barato, e sexo de uma forma vulgar e imbecil e suas devidas mímicas. A deseducação sombria que assola a população brasileira fez com que três canções completamente absurdas em todos os aspectos musicais (letra, canção, métrica, harmonia e até em ritmo, que poderia se salvar, mas nem isso) chegassem aos páreo de melhor música do carnaval 2011 em alguma premiação dessas dezenas aí. O terceiro lugar foi para... tchanrantchantchan... "tu quer beber? Eu não! Num quer por que? Tu quer fumar? Ãh ram!", cujo refrão, com afirmações negativas, cola na mente: "Vou não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não". Essa é daquelas que surgem do nada e vão pra lugar nenhum em fração de segundos. Esquece. O segundo lugar foi outra pérola, inclusive pela criatividade. Tchubirabirom. Nem sei e nem vou pesquisar no Google se escrevi certo. Mas está aí a nova palavra do nosso dicionário. Tchubirabirom é o nome da música, cujo significado quer dizer... ninguém sabe dizer o que quer dizer. O que importa é colocar as mãos pra frente, cintura, cabeça e... tchubirabirom!. Vida curta pra essa também. E a grande vencedora é, talvez, a pior das três. A música mais demente que já tive o desprazer de escutar em meus 33 anos de existência. Ela é a que melhor representa todos os problemas (citados acima) que uma música não deveria ter. É completamente ruim em todos os sentidos. Não salva nada. Depois de tudo isso, só pode ser eu o maluco, lógico. Por que uma pseudo-música, repleta de problemas, é a grande vencedora como melhor música da maior festa popular do mundo... Isso é para que se percebam a que ponto chegou o nível musical do carnaval de Salvador. A tal da Liga da Justiça, que comete loucuras na composição (e deixou Luciano Huck tão boquiaberto quanto eu), tocou tanto nessa festa que eu nem soube das músicas rotuladas de axé. Qual foi mesmo o carro-chefe de Daniela Mercury, Asa de Águia, Banda Eva, Cheiro de Amor, Chiclete com Banana, Cláudia Leitte, Margareth Menezes e Ivete Sangalo para a folia? Me avisem aí que não me informaram. Pois aonde eu fiquei só tocava: "foge, foge Mulher Maravilha, foge, foge com o Super Man", a música do famigerado grupo LevaNóiz, que possui site oficial, com agenda de shows e até fã-clube. E acredite: o nome da banda eu tenho certeza que escrevi certo.