sexta-feira, 5 de junho de 2009

"t" de título

Parece que a cultura dos "galeguin de zói azul" que, por submissão histórica, absorve um país mestiço e um estado predominantemente negro, tomou mais um nocaute. Não apoio segregações, mas defendo a correção de injustiças implantadas sem lógica. Tiana e Thaís Araújo, além da primeira letra do nome, tem outras coisas em comum. Tiana é a primeira princesa negra da Disney, o universo encantado das brancas e loiras, que sempre foram o modelo de beleza mundial. Thaís Araújo será a primeira atriz negra a protagonizar uma novela em horário nobre na história da televisão brasileira.
Ruptura cabível no mundo contemporâneo (vide eleição de Obama), tomara que esse soco não agrida a hipócrita sociedade brasileira e mundial, a ponto de barrar o progresso. Já passa da hora de a população negra se estabelecer no mundo de forma independente e justa, com auto-estima e personalidade.


P.S.: mudança de fato será quando a estupenda e sensacional atriz Neusa Borges assumir um papel de madame na novela das oito, e eu estarei vivo para ver.

o torcedor e a seleção

Essa relação, que já teve momentos de glória, infelizmente, adormece no passado. E vários critérios foram determinantes para isso. A primeira questão é que a seleção brasileira deixou de ser a reunião dos melhores jogadores brasileiros, e virou uma grife. E das mais valiosas. Raramente se apresenta no país, e quando o faz, os ingressos são exorbitantes. E todo mundo sabe que o público majoritário do futebol é o "povão" mal assalariado, que não pode pagar ingresso caro. E na Copa de 2014 deve ser infinitamente pior!
Outra questão indiscutível é a convocação prioritária (acho até que é um pré-requisito para Dunga e se for tem até certa lógica) de jogadores que atuam fora do Brasil. A galera que acompanha os seus times aqui no Brasil não se identifica com jogadores do Milan, do Barcelona, do Chelsea e companhia limitada.
Portanto, o time canarinho é que vem se afastando da torcida brasileira. E a alegação principal, sem dúvida, é a falta de amor e respeito pela camisa amarela, por parte da maioria dos jogadores. Esse manto sagrado do futebol mundial é visto apenas como uma ponte para melhores "empregos", digamos assim, e uma ótima fonte de renda extra. Vestir a camisa da seleção com orgulho e representar o país é, talvez, a última coisa em que eles pensam.
O bom disso tudo é que a "massa", apaixonada pelo esporte bretão não é mais bobinha, e sabe o que rola nos bastidores. A resposta vem sendo dada com o passar do tempo em atos que comprovam a lamnetável distância entre torcida brasileira e seleção brasileira.


P.S.: Eu juro que nem sabia que tinha jogo da seleção amanhã.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

não fique moscando

Uma ótima pedida para as noites de quinta-feira é o dinâmico, rico e interessante programa comandado por Moska, no Canal Brasil: Zoombido. Em meia hora, ele recebe um compositor-cantor brasileiro (que sempre chega de táxi) em uma casa aconchegante, para um bate-papo sobre as nuances da composição. Frente-a-frente com o entrevistado, o papo flui, entrecortado por versões de canções do convidado ao violão (ou piano, se for o caso), e imagens curiosas produzidas pelo próprio apresentador, e termina com os dois interpretando uma música do convidado.
Após uma maravilhosa primeira temporada, com a participação de nomes como Lenine, Dalto, Eduardo Dusek e Zé Rodrix (que, infelizmente, faleceu no dia 21 de maio deste ano), a segunda temporada começou há uma semana, com, simplesmente, Zé Ramalho. Seguindo a aprovada linha de saudação aos magníficos compositores nordestinos, no programa de hoje, às 21h30, Moska conversa com Alceu Valença.

queixas do consumidor

A coisa mais "normal" do mundo é você estar num supermercado de Salvador e dar de cara com preços errados, falta de empacotadores, propaganda enganosa e até alimentos congelados inadequadamente. Essas são, inclusive, as reclamações dos consumidores que lideram o ranking de autuações nos supermercados.
Com o intuito de amenizar o problema, a Associação Bahiana de Supermercados (Abase) e o Sindicato dos Supermercados (SINDSUPER), organizam um seminário com membros da Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon).
O evento será na próxima segunda-feira (8), às 19h, na própria sede da Abase, no Jardim Armação, e terá também a presença do Secretário Municipal de Serviços Públicos, Fábio Mota. Mais informações através do telefone (71) 3444-2888.

salve o compositor popular

Há muito que ouço um papo, em qualquer pequena discussão sobre música, de que não há nada de novo nesse cenário no Brasil. Discordo totalmente. Confesso que nos dias atuais, há a necessidade de se "garimpar", digamos assim, para descobrir os nossos talentos contemporâneos. Tanto intérpretes quanto compositores (ou ambos!), eles não são poucos. Mas só para se ter uma ideia, somente três rádios na Bahia executam as produções desses artistas: Globo FM, Educadora FM e, principalmente, a Nova Brasil FM. E só essas três emissoras representam um percentual mínimo em comparação com a quantidade de rádios que não tocam.
Por isso, talvez, surja a falsa impressão de que depois de Caetano, Chico, Gil e Milton não virão mais ninguém. Ledo engano. Sem pretensões de substituição, há um caminhão de artistas super talentosos e competentes, alguns já conhecidos do grande público, como, por exemplo, Chico César, Zeca Baleiro, Lenine, Carlinhos Brown e Moska, e outros nem tanto (ainda!), como Moreno, Rodrigo Maranhão (foto), Kassin, Domenico e Edu Krieger tocando seus trabalhos aí por todo o Brasil.
Sexta-feira (5), às 21h, no Canal Brasil há uma esperada e grata surpresa aos que amam a boa música brasileira e seus bastidores. Estreia Pelas Tabelas, um programa semanal onde artistas da nova geração de compositores brasileiros conversam sobre suas trajetórias, seus trabalhos e a forma de relacionamento com a música. Se esse horário ficar ruim, não há desespero: há uma reprise todo domingo, às 12h.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

camaleão

Os amantes das saudáveis "invencionices" de Caetano Veloso - que agora traz canções com coração sambista e alma com acenos rock, tendo a guitarra de Pedro Sá quase sempre em primeiro plano - têm um prato farto para saborear sexta-feira (5), em Salvador, às 18h30. O guru baiano apresenta, no palco da charmosa Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), seu mais novo show, homônimo ao CD, Zii e Zie.
Na maturidade dos seus 66 anos (prestes a completar 67 em agosto de 2009), o inquieto artista mostra que ainda tem muito gás para gastar. No repertório do show, novas versões para A Voz do Morto, composta sob encomenda para Aracy de Almeida e gravada também por Geraldo Azevedo, e Trem das Cores, clássico de 1982, dedicado a atriz Sônia Braga. Além das antigas, traz músicas inéditas, como a gostosa e de fácil digestão Sem Cais e Lapa, cujo título só reforça a ideia de que o disco gravita, prioritariamente, em torno do universo "carioca da gema". Por isso, para fugir do óbvio, o nome do espetáculo significa "tios" e "tias" em italiano, uma homenagem também a São Paulo, a cidade mais italiana do Brasil.
A manutenção da banda enxuta, jovem e não menos competente, formada por Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes (denominada BandaCê), só alimenta a capacidade de transmutação de Caetano Veloso, o artista mais plural da música brasileira. Transamba, transrock, é Caetano em verso e prosa.

lentes de camelô podem cegar

Alertar e conscientizar a população sobre os riscos do uso de lentes de contato vendidas no camelô. Esse é o objetivo principal da palestra que o oftalmologista Leonardo de Oliveira apresenta hoje (3), no Hospital Santa Luzia, em Nazaré, a partir das 13h30. O evento terá a presença da presidente da Sociedade de Oftalmologia da Bahia (Sofba), Cláudia Brochado, e de pessoas que estão com a visão comprometida devido ao uso dessas lentes.
O Hospital Santa Luzia registra, desde janeiro de 2009, um quadro de cerca de 30 pacientes que contraíram úlcera de córnea e infecção bacteriana, e estão com a visão bastante prejudicada. “O uso dessas lentes sem acompanhamento médico pode levar à cegueira e gerar a necessidade de um transplante de córnea, que leva de seis meses a um ano”, destaca Oliveira.
Segundo o médico, os casos aumentam muito no período de festas populares, como Carnaval e São João, quando as pessoas se preocupam mais com a estética. “Os indivíduos compram essas lentes por, aproximadamente, 15 reais, apenas para mudar a cor dos olhos”, afirma.

animal não é artista

Para as espécies de animais que servem de animação em apresentações circences, hoje é um dia crucial. Mais ainda para os humanos que têm o mínimo de bom senso e entendem que lugar de animal, definitivamente, não é no circo.
Nesta quarta-feira, dia 3 de junho, será votado o destino dos animais explorados por circos no Brasil. Os deputados podem de acabar de uma vez com essa “barbaridade medieval” e seguir o caminho do mundo civilizado, ou, infelizmente, optar pela continuidade desse imoral e cruel meio de "diversão".
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados reúne-se a partir das 9 horas, no plenário 10 do Anexo II, com uma extensa pauta de 32 ítens a serem discutidos e votados. Entre eles está o Projeto de Lei (PL) 7291/06, do Senado Federal, que “dispõe sobre o registro dos circos perante o Poder Público Federal e o emprego de animais da fauna silvestre brasileira e exótica na atividade circense”, a chamada “Lei do Circo”.
O relator do projeto, deputado Antonio Carlos Biffi (PT/MT) já proferiu o seu relatório, lido em plenário na reunião anterior, bem como foram lidos os votos em separado dos deputados João Mattos (PMDB/SC) e João Lira (DEM/PA). O projeto foi retirado de pauta e o relator pode ou não acatar as sugestões propostas pelos demais parlamentares.
Com diversos outros projetos tratando do mesmo tema apensados a ele, a “Lei do Circo”, ora em tramitação, vem mobilizando a sociedade civil. Isso pode ser demonstrado pelo apaixonado debate que tem provocando entre os defensores da proibição pura e simples do uso de animais em atividades circenses e aqueles que querem a regulamentação do tema.
A presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Maria do Rosário (PT/RS) acredita que, tendo ou não acordo entre as partes, o projeto deve ser votada nesta quarta-feira.
Nós, da sociedade civil, podemos agir também, mas fazendo jus à nossa nomenclatura, de forma civilizada. Basta enviramos e-mails, de forma educada, para os deputados pedindo que aprovem o substitutivo do PL 7291/06. Isso proíbe de uma vez por todas a utilização de animais em circos por todo o país.
Se achar relevante, escreva aos deputados indicando em que cidade e estado você vota. É muito importante que eles saibam disso. Marcell Moraes, coordenador geral do Germen, sugere um modelo que pode ser usado pelas pessoas que têm interesse, de fato, em escrever para os deputados.

Sugestão de Texto:

“Prezado Deputado, eu e minha família somos contra o uso de animais em circos e lembraremos do seu voto nas próximas eleições. Pedimos que vote pela Aprovação do substitutivo do PL 7291/06 que proíbe a utilização de animais em circos no Brasil.”

Os nomes e contatos dos deputados, estão disponíveis no portal da Câmara:
http://www2.camara.gov.br/


Fontes: Germen e Assessoria de Imprensa da Comissão de Educação e Cultura

segunda-feira, 1 de junho de 2009

um axé para o rei

A justa e merecida homenagem a Roberto Carlos pelos seus 50 anos de carreira feita por um time de cantoras brasileiras foi aquém do esperado. O especial Elas Cantam Roberto, exibido ontem (31), na TV Globo, teve seus altos e baixos, por assim dizer.
Logo na abertura uma grande decepção. Uma das maiores cantoras do país e, sem dúvida, a maior artista do Brasil já há alguns anos, Ivete Sangalo não arrebatou na interpretação de Os seus botões. Música surgida na época de maior inspiração de Roberto e Erasmo, uma das maiores joias da leva de canções de cunho erótico da dupla (..."nos lençois macios, amantes se dão, travesseiros soltos, roupas pelo chão..."), ela não teve a letra enfatizada como deveria. Os graves afinados de Ivete, como diria Bethânia, são indiscutíveis. A capacidade vocal da juazeirense não está mais em pauta faz tempo, mas ontem ela deixou a desejar no quesito interpretação. Por isso, a música passou e ninguém viu!
Diferente de sua conterrânea Claudia Leitte. Apesar de ser uma cantora que ainda precisa amadurecer e aperfeiçoar o canto, a novíssima baiana arriscou mais na apresentação. Não fosse alguns deslizes e derrapadas - frutos da gana de acertar - Claudia Leitte teria sido perfeita. A ex-vocalista do grupo Babado Novo cantou de dentro pra fora e dramatizou expelindo verdade no cantar. Falando sério, outro diamante da lavra de Os seus botões, entrou pelos ouvidos e conseguiu chegar na alma do espectador.
Coube a Daniela Mercury descascar um abacaxi, daqueles bem azedos. Cantora madura e com respaldo no cancioneiro brasileiro, a baiana elétrica ficou, paradoxalmente, com a batida e já sem graça, Esqueça, música da época da Jovem Guarda, e quem nem é de Roberto Carlos. E o pior: segurar "as pontas" para Wanderléa, cantora muito limitada que só foi escalada por fazer parte da trupe inicial de Roberto e Erasmo.
A verdade é que a homenagem feita pela mulherada, de um modo geral, foi bonita e elegante, mas também cansativa e pouco antenada com a musicalidade atual. Apesar da presença de instrumentistas contemporâneos na banda, como o percusionista Leonardo Reis, os arranjos tiveram ainda aquela cara de mil novecentos e "bolinha"! A sentida ausência de nomes como Maria Bethânia, Gal Costa, Simone, Marisa Monte e Vanessa da Mata, quase transforma Elas cantam Roberto em um verdadeiro desencanto.

golaço

O bom goleiro Vitor, do Grêmio, que salvou o time do Rio Grande do Sul de tomar um bocado de gols no jogo de ontem (31), à tarde, no Barradão, deu mais uma das declarações pouco humildes que costumam povoar a língua da maioria dos jogadores e profissionais de imprensa do sul e sudeste. Ao comentar o golaço que levou, em um chutaço de Leandro Domingues, e que decretou a merecida vitória do rubro-negro baiano, o goleiro do tricolor gaúcho foi categórico. "Ele foi feliz. Pode tentar mais 50 chutes desses que não vai acertar nenhum. Lance de pura felicidade", afirmou. Lance de felicidade foi mesmo, ainda bem! Mas duvidar da capacidade de um colega de profissão assim, descaradamente, é algo lastimável. Leandro Domingues é um meia avançado habilidoso, forte e rápido, que foi revelado nas divisões de base do Vitória. Seu futebol, quando ele está aceso no jogo, pode definir partidas. Tanto que ele já passou por grandes times como Cruzeiro e Fluminense, devido à sua capacidade profissional. Muito além das 50 chances ofertadas pelo arqueiro Vitor, se Leandro chutar mais 999 vezes e não acertar a "gaveta" de novo, isso são só suposições baratas e "choro" de perdedor. O que importa de fato, é que um "tirambaço" entrou "aonde a coruja dorme" e coroou a grande atuação do time baiano.